twitter
RSS

Vortex - Julie Cross

>> sexta-feira, 2 de agosto de 2013




Um Vortex, ou Vórtice. 
É essa a palavra que usam quando a frequência de viagens no tempo aumenta. 
Supostamente pode causar terremotos, tsunamis, furacões...
Pág. 273


Recomendo ler a resenha de Tempest primeiro (leia aqui), assim entenderá melhor a evolução da trama e toda a complexa história das viagens no Tempo de Jackson.

Jackson é uma cobaia de laboratório, nasceu a partir do “cruzamento” de um humano normal com outro que possuía o gene Tempus, responsável pelas viagens no tempo. Ele descobriu que podia viajar no tempo aos 18 anos, primeiro ele dava o meio salto, algo do tipo: viajava no tempo mas nada que fizesse alteraria o passado ou futuro (se assemelha um pouco ao que Anna faz em Áurica, porque seu corpo continua no mesmo lugar). Mas depois ele é capaz de dar um salto completo, ou seja, ele viaja completamente no tempo e todas as suas ações afetarão o futuro, nem é preciso lembrar que essas viagens não são uma boa ideia e Jackson descobre isso da pior maneira.

Em Tempest, que acaba de forma dramática, Jackson volta no tempo para o exato momento em que está prestes a conhecer o amor de sua vida, Holly, e faz com que o primeiro encontro deles nunca aconteça. O que ela não sabe, não colocará sua vida em risco. Daqui a pouco vou falar sobre a complexidade da trama e as linhas de tempo.

Vortex começa com Jackson querendo fazer parte do secreto grupo do qual seu pai faz parte: ele quer ser um agente do programa Tempest, que é responsável por estudar, controlar e executar qualquer viajante do tempo que interfira (em que? aí vai depender do interesse do governo, rs). Jackson – que tem 19 anos – parte para o deserto com um grupo de jovens, com idades similares. Todos do grupo têm algum tipo de aptidão ou inteligência acima da média. 

A história é permeada de ação, investigação e certa dose de suspense. Lembra aqueles filmes de ação de Tom Cruise, mas Tom numa versão quase adolescente. Eu gostei muito da trama, porque tem ficção científica, muita ação e uma complexa estrutura das viagens no tempo (até perguntei à autora como ela não se perdeu! Falarei sobre isso daqui a pouco), porém fiquei cética quanto ao bando de jovens - que deveriam estar começando a faculdade - serem agentes com alto rendimento, melhores até que o próprio FBI ou CIA.

Um grupo – que acredita que os viajantes do tempo são a solução para o futuro da humanidade, já que podem viajar e antecipar os grandes desastres – está atrás de Jackson (por ele ser especial) e algo de muito ruim está para acontecer. Jackson não sabe mais em quem confiar e seu pai sumiu. Os personagens do volume anterior continuam, mas Holly e Adam (melhor amigo de Jackson) dão espaço para a entrada de novos coadjuvantes e a autora meio que os deixam de escanteio, sobretudo Adam.

- Onde está o meu outro eu? – completei. – Por que acha que eu não posso criar outras linhas do tempo? Achei que era isso que os IDTs faziam o tempo todo... Tirando alguns mais talentosos. Então eles podem criar dezenas de universos alternativos e eu só posso criar um? E às vezes... eu não entendo realmente a ameaça que os Inimigos do Tempo representam. Se eles conseguem saltar para todas essas linhas do tempo diferentes, então porque estão tão determinados a alterar o universo de onde eu venho... 2009? Por que eles simplesmente não saltam para a Idade da Pedra e consertam tudo?
Pág. 191

Sobre as viagens no tempo... Jackson acredita que quando faz saltos inteiros cria uma nova linha do tempo e a cada novo salto integral, criará uma nova linha do tempo e isso é complicado, porque ele não sabe para qual linha voltar exatamente e o futuro de cada uma será diferente, de acordo com as ações feita por ele em cada linha. É como se fosse uma teia de aranha, com vários caminhos e a seguir, nenhum caminho é errado, mas um pode ser melhor que o outro. Há também uma dúvida, de Jackson, sobre os saltos, é possível encontrar a si mesmo em cada uma dessas linhas ou apenas nos meio saltos? Ao decorrer da trama, toda a teoria construída por Jackson ao longo de Tempest é jogada no lixo. E o leitor é apresentado a novos dados.  Essa parte é complexa, se você piscar na leitura é capaz de se confundir, rs (ok, estou sendo dramática, mas a autora escreveu com bastante detalhe). Fiquei curiosa e perguntei para Julie Cross se ela montava o esquema das viagens no tempo numa planilha ou se desenhava um mapa, ela respondeu dizendo: “Eu sei que é muita informação para entender, mas a maior parte ficou em minha mente e em algumas notas. Às vezes, desenhava figuras para ajudar com as linhas do tempo e tudo mais”.

A autora lançou um prequel da série (Tomorrow is today), que eu li, mas achei meio decepcionante, acaba rápido demais. É basicamente sobre quando Jackson conheceu Holly e seu namorado. E o interessante é que, em Vortex, depois que ele evita o encontro entre os dois, ele está preparado para vê-la com o mesmo namorado antigo, mas não com outro e ainda por cima um astro do esporte, rs. Ciúme é ciúme em qualquer tempo e lugar.

E sim, Vortex acaba de forma dramática. Mas dramática ainda; a coisa está tensa, não só pra Jackson e os integrantes do Tempest, mas toda a humanidade. O próximo volume da série será lançado nos Estados Unidos em janeiro de 2014.


Tempest Trilogy:
Tomorrow is today: a Tempest series bonus short story
1. Tempest 
2. Vortex 
3. Timestorm 

Photobucket
PhotobucketRSS/Feed - Receba automaticamente todos os artigos deste blog. Clique aqui para assinar nosso feed. O serviço é totalmente gratuito.

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante para mim. Muito Obrigada pela visita, e te espero no próximo post!

Arquivo

Experimente!

Link-me

Creative Commons License
Menina da Bahia licenciada sob uma Licença Creative Commons

  © Menina da Bahia - Blogger Template by EMPORIUM DIGITAL