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[Resenha] Nossa Música- Dani Atkins

>> segunda-feira, 31 de julho de 2017


Que eu gosto de livros de drama, não é mais novidade para ninguém. Que eu tive um problema com a Dani Atkins por causa do livro Uma curva no tempo, só quem é leitor do blog há mais de dois anos vai saber. Ano passado fiz as pazes com ela ao ler A história de nós dois mas isso não estava me preparando para a maravilhosidade que é Nossa Música (Ed. Arqueiro, 2017, 368p.)

A história do livro começa mostrando o que originou o acidente de Joe, marido de Ally e em seguida como David, marido de Charlotte, passou mal. Ambos foram levados para o mesmo hospital, internados em UTIs próximas e em estado grave. Há um porém, David é o ex de Ally e Charlotte seria uma amiga em potencial se não tivesse ficado com David.


Eis que as duas se encontram na sala de espera, o que é inevitável. O clima que já está péssimo fica mais pesado ainda. Charlotte é extremamente insegura e arrogante, acha que Ally está ali por causa de David. Porque ela sabe que Ally ainda está no coração do marido e nada do que ela fizer vai mudar isso. Por outro lado, Ally está realmente concentrada no problema de Joe e leva um susto quando descobre que seu presente e seu passado estão lutando pela vida.

"Eu gostava de matemática, sempre gostara, mas nem eu seria capaz de montar um cálculo que desse conta da probabilidade de me encontrar dividindo a sala de espera de um hospital com a mulher que era dona de uma parte do coração do meu marido, uma parte que eu nunca conseguira conquistar."

Lembranças do passado retomam suas memórias, tanto de Ally quanto de Charlotte. Assim vamos descobrindo vários acontecimentos que fizeram chegar àquela noite no hospital. Os capítulos são narrados pelas perspectivas de Ally e Charlotte tanto no presente quanto no passado. Nesses flashbacks a gente não sabe se ama ou odeia David (porque Charlotte eu escolhi odiar mesmo).


Dentre esses vários acontecimentos, descobrimos algumas coisas importantes. Principalmente que nem tudo é da forma como a gente imagina. Algumas coisas não passaram de sequências de pequenos mal entendidos, só que muita mágoa ficou acumulada por conta disso e só o destino poderia colocar eles três juntos novamente, em uma situação horrível para que as pontas das arestas pudessem ser aparadas.

"Você pensa que tem o controle da sua vida, acredita que é você quem toma todas as decisões, e então algo assim acontece e você se dá conta de que é apenas uma minúscula peça em um jogo de xadrez, sendo movida de um lado para outro ao capricho de alguma coisa ou alguém muito maior."

Preciso falar de três personagens que pra mim foram mais que especiais e que fizeram todo o livro não perder o ritmo: Max melhor amigo de Ally, o próprio Joe. As lembranças de Ally com ele mostra que antes dela ter um esposo ela ganhou mais um melhor amigo que na ausência de Max (que foi morar em NY quando se formou) manteria Alexandra Nelson de pé, principalmente depois do término traumático com David. E Jake filho de Ally e Joe. Que criança maravilhosa, que menino inteligente. Ele deu um show de maturidade perante a situação que o pai se encontrava no hospital.


Este foi o segundo livro que me fez emocionar este ano. Chorei por empatia, me coloquei no lugar daquelas pessoas e admirei o quanto a Ally é uma pessoa espiritualizada. Quando eu crescer quero ser como ela. Fiquei tão tocada que quando eu terminei de ler, precisei conversar com algumas pessoas sobre o impacto que este livro me causou e usei exatamente essas palavras. Ele é um livro pesado, porém lindo na mesma magnitude. Tive dificuldades de digerir David e Charlotte como falei anteriormente, mas perdoei os dois. Se a Ally que passou por tudo o que passou, perdoou, quem sou eu?

"Nosso relacionamento se transformara em um trem desgovernado prestes a descarrilar. E embora nós dois soubéssemos que seríamos vítimas desse acidente, não havia nada que pudéssemos fazer para impedí-lo."

O livro aborda diversos assuntos e alguns específicos que me tocam muito. Nossa música é um drama familiar com todas as letras maiúsculas. Que fala sobre amor de todas as formas, nos mostra que a amizade é o nosso amor mais doce e acolhedor, que o amor da família é a coisa mais essencial e fortalecedora que existe. Não importa a forma como você lida com a sua, o amor está ali mesmo que não consiga enxergar.


E é com essa reflexão de ame e seja grato pelos amigos, pela família que você tem e principalmente pelo amor que você emana para o mundo que eu termino a resenha de hoje. Nossa Música é um forte candidato ao melhor livro lido do ano, porque com ele eu aprendi tantas coisas e refleti sobre tentas outras mais.

Espero que tenham gostado da resenha. Um beijo enorme e até a próxima!!
























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