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A desconstrução de Mara Dyer - Michelle Hodkin

>> sexta-feira, 23 de agosto de 2013



"Eu não era louca.
Eu era letal."
Pág. 316


book trailer em inglês


Comecei a ler A desconstrução de Mara Dyer à noite e confesso que fiquei com medo, rs. A história tem um tom sombrio e meio psicótico, a qualquer momento eu esperava tomar aquele susto, sabe? Como na sinopse já diz mais ou menos o que ela faz, esperava algo como Estilhaça-me. Completamente diferente! Fiquei chocada, porque estava mais para Poltergeist. Mas não se preocupe, o tom é sombrio, porém não tem esse terror todo, nada que assuste de verdade, exceto... (não vou contar!!!).

Mara Dyer é uma adolescente normal, tem amigas, namorado, uma vida confortável. Certo dia, sua amiga a convida para jogar um tabuleiro Ouija, estilo jogo da verdade, a pessoa faz a pergunta e uma palavra é formada no tabuleiro (na hora, lembrei de Jumanji, hihi). A sua amiga pergunta: Como vou morrer? E a resposta: Mara.

Mara não é supersticiosa e não acredita em nada sobrenatural, mas o fato é que seis meses depois, sua melhor amiga, seu namorado e sua cunhada morrem, durante o desabamento de um prédio, na qual Mara estava, e ela sai de lá viva, praticamente ilesa. Quando acorda no hospital, esse evento traumático causou amnésia, ela só lembra até momentos antes de ir para esse prédio abandonado, depois um branco total.

Para ajuda-la a superar, os pais se mudam para ensolarada Califórnia. Lá Mara descobre algumas coisas: se ela desejar muito a morte de alguém, a pessoa morre! Ela é mais poderosa que Juliette, ela mata qualquer um apenas com o pensamento. E ela está com medo. Medo de ferir sua família e seus amigos.

Enquanto tenta descobrir mais sobre a maldição ou dom (depende do ponto de vista), ela conhece um gato no colégio, um gato sobre a qual ela foi avisada para ficar longe, porque ele é um canalha, rs. Esse cara se chama Noah, é lindo, podre de rico e tá caidinho por ela. Noah é quem a faz suportar essa vida caótica e as encrenqueiras do colégio. Mas tal como ela, Noah também tem um segredo... algo que é o oposto dela. E agora?

- Estou ocupada, Noah. – Não tem nada para você aqui.
- Aonde vai?
Sua voz tinha um tom que não me agradava.
- Meu Deus, você é como a peste.
- Uma parábola épica e magistralmente composta, absolutamente subestimada e de ressonância moral atemporal? – respondeu ele.
- Como a doença, Noah. Não o livro.
Pág. 80

Para piorar, ela está tendo alucinações, ela vê pessoas mortas (ok, não é O Sexto Sentido) e outras coisas começam a acontecer. Um efeito dominó e então... no final da leitura, seu peito irá arfar e você pensará: Putz, o que foi isso? Já quero a continuação!

A desconstrução de Mara Dyer, de Michelle Hodkin (Galera Record, 378 páginas, R$ 40,00), é impressionante, um YA paranormal, de arrepiar, mas também com um romance doce e envolvente. Gostei do enredo forte, do desenvolvimento dos personagens, do final perfeito para essa história. Sobretudo dos personagens secundários, que ajudaram a montar a trama e a não focar apenas no dom de Mara. Como ela é adolescente (17 anos) e ainda estuda, tem toda aquela coisa da garota bonitinha da escola, rainha do baile, que quer ficar com o cara mais bonito (Noah) e, por isso, implica com Mara, por ele a preferir. O melhor amigo gay. O irmão compreensivo, o pai trabalhador, a relação complicada com a mãe. A confusão de sentimentos quando descobre o primeiro amor. Isso que é o bacana, a história tem de tudo - além de ação, reviravoltas  - e irá agradar aos fãs de YA, romances e thrillers. A desconstrução de Mara Dyer assombra e cativa. Recomendo.

Mara Dyer
2. The Evolution of Mara Dyer 
3. The Retribution of Mara Dyer 

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