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Fiquei com o seu número - Sophie Kinsella

>> segunda-feira, 8 de outubro de 2012



- O que está fazendo acordada até tarde?
- Não consigo dormir. O que VOCÊ está fazendo acordado?
- Esperando para falar com um cara em LA. Por que não consegue dormir?
- Minha vida acaba amanhã.
Pág. 123


A vida de Poppy dá uma novela mexicana. Faltam dez dias para o grande acontecimento de sua vida: casamento. Quando noivou, ganhou o anel de esmeralda da família; ela está numa recepção e o perde! E bem no dia de conhecer os sogros. Para piorar, quando pega o celular é roubada! E agora?

Engatinhando no tapete do saguão do hotel, procurando o anel, acha um celular na lata de lixo. Seria obra do destino? Ela agora poderá deixar um número de contato para o hotel, caso consigam achar o anel.

O celular era da ex-assistente de Sam, Violet. Ele liga para falar com Violet e quem atende é Poppy; quando ele descobre que Violet largou o celular no lixo, exige que Poppy devolva. O celular é da empresa e tem mensagens importantes nele.

Poppy não é ladra, mas não irá devolver... ao menos até que o anel seja encontrado.

Trocando mensagens e e-mails – Poppy reencaminha os e-mails e mensagens empresariais para Sam e de quebra lê todas as mensagens - Poppy e Sam formam um laço mais forte do que imaginavam. (As cenas de Poopy lendo as mensagens são ótimas, ela fica indignada porque ele não é capaz de responder os e-mails, dar uma resposta mínima possível e quando ele é curto e seco nos e-mails, ela fica mais indignada ainda, que custa mandar beijos, abraços e smiles?).

Com ajuda de Sam, ela manda fazer uma réplica do verdadeiro anel, conhece os pais do noivo e... TANTA COISA acontece desde então. A cerimonialista de seu casamento a está deixando louca, Sam não responde os e-mails do pai, não vai ao dentista e ela está se coçando para responder. E se, ela respondesse apenas algumas coisinhas se passando por ele? Confusão na certa! E Poppy é a rainha da confusão.

Ainda bem que os deuses gostam dela e ela livra Sam de uma grande encrenca. Então é hora de devolver o celular, acabar com a troca de e-mails, parar de ler sobre a vida de Sam e é hora de casar com o amor de sua vida. Mas, porque ela está tão triste? (Não vou contar, além do óbvio!)

Que história gostosa. Sam é introspectivo, sério e conciso. Poppy é eloquente e impulsiva. Eles se conhecem de uma forma super improvável e tecem um relação quase virtual. Tornam-se dependendes (Porque, às vezes, é tão fácil se abrir para um estranho? Alguém que você nem conhece e por isso não irá lhe julgar?). Virei fã das notas de rodapé e dos personagens. Sophie Kinsella me fez rir durante toda a história e o final foi tão lindo e fofo que só não chorei porque estava num local público (me segurei para não ‘pagar mico’, rs).

Acontece tanta coisa bacana na história e Sophie tem um dom para tornar (até) as situações adversas em algo divertido, tornando a história leve e com um gosto de quero mais. Garanto que quando você pegar esse livro só irá largar quando virar a última página e ainda irá suspirar.

Fiquei com seu número, de Sophie Kinsella (Record, 464 páginas, R$ 39,90), é divertido e espirituoso. Super recomendo!!!

Minha ressalva fica por conta da edição: em algumas partes, da troca de e-mails entre Poppy e Sam, eu ficava em dúvida quando era mensagem do email e o texto da história, as fontes são parecidas e ficou confuso, mas isso se tornou irrelevante durante da leitura.

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