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[ENTREVISTA] Raphael Draccon

>> terça-feira, 4 de setembro de 2012

Raphael Draccon é roteirista profissional, editor e autor de literatura fantástica, ficção de suspense e romances com elementos sobrenaturais. Aos 22, escreveu o primeiro romance da série de literatura fantástica: “Dragões de Éter”, que atingiu a marca dos 130mil exemplares no Brasil e o box da trilogia alcançou o 1º lugar do portal de vendas Submarino, onde permaneceu por um ano como o livro mais desejado do site. Aos 30 anos ganhou do grupo Leya seu próprio selo editorial através do braço editorial da holding no Rio de Janeiro, a editora Casa da Palavra, tornando-se editor de literatura fantástica do selo Fantasy – Casa da Palavra. (Texto retirado do site do autor: http://www.raphaeldraccon.com/)

Em Agosto, lançou mais um livro: Fios de Prata, Reconstruindo Sandman (Leya, 352 páginas, R$ 39,90).


UMA HISTÓRIA FANTÁSTICA E SOBRENATURAL, COM DIVERSAS REFERÊNCIAS POP, INFLUENCIADAS PELO UNIVERSO DE SANDMAN.

Mikael Santiago realizou o sonho de milhares de garotos. Aos 22 anos era o jogador brasileiro com o passe mais caro da história do futebol. Para muitos ele era um mito. Mas à noite seus sonhos o amedrontavam.
Às vezes, o que está por trás de um simples sonho – ou pesadelo – é muito maior do que um desejo inconsciente. Há séculos, Madelein, atual madrinha das nove filhas de Zeus, tornou-se senhora de um condado no Sonhar, responsável por estimular os sonhos despertos dos mortais. Uma jogada ambiciosa que acaba por iniciar uma guerra épica envolvendo os três deuses Morpheus, Phantasos e Phobetor, traz desordem a todo o planeta Terra e ameaça os fios de prata de mais de sete bilhões de sonhadores terrestres.
Envolvido em meio a sonhos lúcidos e viagens astrais perigosas, a busca de Mikael pelo espírito da mulher amada, entretanto, torna-se peça fundamental em meio a uma guerra onírica. E coloca a prova sua promessa de ir até o inferno por sua amada. 

- ENTREVISTA - 


AA.: É um prazer tê-lo aqui no Menina, Raphael. Como sabe, aprecio muito seu trabalho como escritor e tenho muita estima por você*. Mas temos uma novidade agora em meio de suas atividades literárias. Gostaria de falar nesta entrevista sobre o Raphael Draccon editor! Como é agora ter de selecionar livros?
Raphael Draccon:  É uma imensa responsabilidade. Os dias são ainda mais intensos quando se aproxima a hora de enviar o livro para a gráfica. E se eu tiver meus próprios livros para lançar pela Leya, o esforço quadruplica. É uma carga de trabalho infinito, pois a gente pensa nisso até quando deveria estar relaxando, contudo, se ainda assim a maior parte de tudo isso é prazerosa, então é um reflexo de que eu realmente amo o que eu faço.
E quando a gente ama o que faz, sobra apenas paz interna e motivação para continuar.

AA.: Como é se relacionar com antigos colegas que vão colar em você querendo uma "forcinha" para a publicação de literatura nacional?
Raphael Draccon:  A maioria desses autores são escritores profissionais e entendem a situação. Eu tenho uma responsabilidade diante de um grupo investidor e assumo grandes riscos a cada vez que indico alguma obra. Logo, não estamos falando aqui de um negócio caseiro ou amador, mas de um trabalho que me será cobrado. É por isso que é importante haver determinados cuidados. Os originais, por exemplo, passam por uma triagem de uma equipe editorial antes de chegar até mim, na qual eu não me envolvo.
Logo, não há exceção na Fantasy. Um original de um colega ou de um desconhecido passa pelo mesmo processo.

AA.: Como é poder influenciar os próprios rumos da literatura de fantasia, tendo a Fantasy como um player de suma importância neste cenário brasileiro pós Harry Potter?
Raphael Draccon: Eu não penso nessa parte de ditar rumos. Qualquer discurso nesse sentido é uma pretensão com chances de dar errado. O que existe é um pensamento de contribuição. Assim como aconteceu com George R. R. Martin, existem autores que sempre torci para ver publicados no Brasil. Hoje eu posso ir atrás deles. Não quer dizer que conseguirei ou que eles estarão disponíveis, mas ao menos hoje é possível tentar.
Além disso, vemos escritores nacionais com talento e perfil profissional suficientes para enfrentarem o mercado profissional e é gratificante vê-los evoluir e contribuir com suas carreiras.

AA.: Planos futuros na Fantasy?
Raphael Draccon: O plano sempre será se tornar um ponto de confiança para o leitor de fantasia. O selo foi associado ao meu nome, e eu sei que o leitor vai saber que qualquer título lançado teve a minha benção. Dessa forma, a maneira mais correta de agir é apresentando trabalhos sinceros, através de livros em que eu realmente acredito. Já tive em mãos alguns títulos que eu sei que iriam vender bem, mas que a equipe editorial não teria orgulho de apresentar. E se não tivermos orgulho do que fazemos, não há sentido no trabalho. Afinal, nós já sabemos a importância de amar o que se faz...

* Raphael Draccon, um dos primeiros autores nacionais que conheci como escritor, autor da série Dragões de Éter, me fez uma fantástica homenagem literária ao batizar dois de seus personagens da série com meu nome: Albarus e Andreos.

ALBARUS ANDREOS

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