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Identidade Roubada - Chevy Stevens

>> sexta-feira, 8 de julho de 2011



"Não há força mais extraordinária na Terra do que a vontade de viver."
Slogan do filme 127 Horas


Ainda estou atordoada pela leitura... Quando o livro chegou - o vidro quebrado, na capa, me chamou a atenção - corri pra ler a sinopse. Pensei: Putz, a história promete. Vou ler só o primeiro capítulo e depois volto para o outro livro que estou lendo.

Passei o capítulo 1, 2, 3,... 10,... Só parei para tomar banho e ir ao banheiro. Nem fome sentia. A história me alimentava. Quando comemos chocolate, a produção de serotonina, hormônio responsável pela sensação de prazer e bem estar, aumenta. Uma boa história faz o mesmo comigo!!!

Annie O’Sullivan é uma pessoa comum, como eu, como você. Ela é corretora de imóveis. Um belo dia, mostrando casas para possíveis compradores, é seqüestrada por um deles.

Entenda bem, o cara sabia o que estava fazendo, sabia toda a rotina de Annie, seus gostos, conhecia todas as histórias de sua vida. Um psicopata de alto escalão. Ele tinha planos para ela. Primeiro, iria limpá-la de todas as impurezas, depois fariam ‘amor’, até que ela engravidasse. Eles teriam sua própria família, longe da maldade humana.

Annie sabia que não teria como fugir, a única coisa que poderia fazer era descobrir uma forma de não ser estuprada noite após noite. Observando os movimentos de ‘David’, ela percebeu que se ficasse imóvel, ele não se excitava e com isso não conseguia penetrá-la. Ufa, ela estava a salvo do estupro.

Ela só não contava com a inteligência de David. No primeiro dia, ele a estapeou, no outro a socou, depois bateu tanto em suas costelas e seios, que ela pefreria a morte. Mas, nem a morte a salvaria. Antes que ela ficasse imóvel por mais outro dia, ele jogou sua cartada final: ou ela cooperava ou ele seqüestraria e estupraria sua melhor amiga, Cristina.

É aquele ditado, se está na chuva é para se molhar, ela não poderia deixar aquele mostro tocar Cristina. Ela, então, resolve cooperar. E, que Deus a ajudasse, ela gemeria de prazer!

Nessa parte fiquei chocada. Você sente a dor dela, você se coloca no lugar dela. É repugnante, mas era isso ou ver sua melhor amiga sendo, também, destruída por ele. Ela, a contragosto, estava se entregando ao estupro, mas nem isso agradou ao maníaco.

- Posso matá-la a qualquer momento, e você ainda fala como uma puta? Você deveria estar apavorada. Devia estar implorando, lutando para se manter viva. Será que não entende?
Pág. 44

Ele bateu até ela desmaiar. Quando acordou, finalmente ela havia entendido a mensagem.

Era estuprada toda santa noite e rezava para que seus óvulos sentissem tanto nojo do esperma que se escondessem. Infelizmente, eles não ouviram.

Ela tinha hora para comer, ir ao banheiro, tomar banho. No único dia em que ousou quebrar as regras, foi severamente punida, que se prometeu nunca mais desobedecer às ordens do maníaco.

Os dias iam passando e nada de ser resgatada, estava condenada àquela vida. A única hora que sentia prazer eram nas sessões de leitura, os livros - obviamente - eram escolhidos a dedo por ele. As sessões eram compostas por leitura e discussões sobre a história, era quando ele a deixava ser ela, era quando ele a permitia discordar dele. Era quase uma sensação de liberdade.

Depois de algumas semanas, ela não se lembra exatamente, ficou grávida. Estava carregando a semente demoníaca. Ela precisava de uma ajuda divina para abortar. Mas novamente ninguém a escutou. Entre o quarto e quinto mês de gestação, o bebê começou a mexer e aí que ela percebeu: ela amava seu bebê, sangue de seu sangue, e jamais permitiria que o maníaco a maltratasse.

Para encurtar, Annie consegue se livrar do cativeiro. E a polícia está tentando descobrir quem é o maníaco e o porquê dele tê-la escolhido. A história começa com Annie ‘desabafando’ sua história para a terapeuta e, pouco a pouco, vamos conhecendo toda sua história, até culminar na descoberta da verdadeira razão de ter sido seqüestrada.

Quando li fiquei boquiaberta, surpresa, revoltada. Foi um misto de sensações. Quando quer, o ser humano pode ser bem cruel. A história é surpreendente. O livro é denso, incomodativo, cru e genialmente bem escrito. Ao ler, eu me senti como se fosse a terapeuta e Annie estivesse me relatando todo o horror a que foi imposta.

É estranho, doutora... Fiz muita coisa naquela montanha, muita coisa que não queria fazer e que nem queria acreditar que fosse capaz. Mas aquela noite? Quando penso como virei o zumbi que sou hoje, como pude ficar tão perdida, sempre volto àquela noite... a noite em que pus a alma em risco a fim de  abrir espaço para o diabo.
Pág. 44

Queria poder contar mais, sobre a gravidez de Annie, sobre como ela fugiu, sobre o porquê de tudo aquilo, mas - jurooooo - não quero estragar seu prazer antecipadamente. Leia, descubra os motivos. Identidade Roubada, de Chevy Stevens (Arqueiro, 256 páginas, R$ 29,90), é um livro que merece ser lido. Ele mexe com nossas emoções, não tem coisa melhor do que isso (e nada pior do que ler um livro maçante).

Super recomendo!







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