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Branca como o leite, vermelha como o sangue - Alessandro D'Avenia

>> segunda-feira, 27 de junho de 2011




"Os sonhos são essenciais. 
Os sonhos colorem qualquer branco de nossa vida.
Ela é o meu sonho e eu existo para ela."


Para Dante, Beatriz era o paraíso. Para Leo, Beatriz era um sonho. O vermelho de sua branca vida.

Leo tem 16 anos. Ele é um sonhador. Para ele, as cores definem as pessoas. Silvia é azul. Beatriz é vermelha. E só há uma coisa que ele teme: o branco. O branco dos pesadelos, o branco da vida pacata, o branco da solidão.

Silvia é sua melhor amiga, seu porto seguro, sua paz. Seus olhos azuis são como um céu límpido, sem nuvens. Ela é seu conforto, seu lar.

Já Beatriz, é seu sonho. Ela ainda não sabe, ela é a alegria, a paixão, a motivação da vida de Leo. Ele vive por e para ela.

Um dia Beatriz pára de ir à escola. O branco, que Leo tanto tem medo, a domina. Ela tem leucemia - palavra derivada do grego -, que significa sangue branco. O branco é o tumor do sangue da vida.

Seu mundo de repente virou um enorme elefante branco; ele precisa de Silvia. Precisa de sua ajuda para salvar Beatriz. Se é de sangue vermelho que ela precisa, ele têm aos montes. Ele poderia doar todo seu sangue para ela, porque sem ela, sua vida não tem mais sentido. É para isso que os sonhos existem, para te fazer seguir em frente, sem isso não há razão para viver.

Leo tem duas certezas na vida: Silvia e Beatriz. Silva é sua realidade, é quem lhe faz fincar os pés no chão. Beatriz é encantamento e magia. Ele não consegue optar, a realidade só é possível com o sonho.

Beatriz é vinho tinto, vermelho. Me embriaga, e eu a amo. Silvia é azul e não vermelha. No entanto, meus olhos brilham no azul.

É muito amor para um só menino.

Branca como o leite, vermelha como o sangue, de Alessandro D’Avenia (Bertrand Brasil, 368 páginas, R$ 39,00), é sem palavras. Sério. Desde que terminei a leitura, fiquei imaginando como faria a resenha. Não me sinto à altura para explicar toda a beleza da história.

É praticamente um monólogo, com pouquíssimos diálogos. Em outra época, nem teria lido. Monólogos são chatos, falta de diálogos me cansa. Mas, Branca como o leite, vermelha como o sangue, pode ser qualquer coisa, exceto chato e cansativo. A história é de uma beleza comovente. O primeiro amor, a primeira perda, a primeira traição.

Quando Leo vê seu sonho ruir, se desespera. Tenta com todas suas forças recuperá-lo. Para isso, é preciso amadurecer. Nasci no primeiro dia de aula, cresci e envelheci em apenas duzentos dias.

Como o Leo, vamos amadurecendo à medida que lemos. Estou apaixonada por esse livro, o Alessandro D'Avenia infude a paixão através do Leo. Ele é um contador de histórias nato. Consigo visualizar seus olhos brilhando aos nos contar a história da mulher Branca como o leite, vermelha como o sangue.

Sempre me perguntei por que amor e sangue têm a mesma cor. Agora eu sei.

Os olhos de Leo brilham pelo vermelho, de Beatriz e, pelo azul, de Sílvia. Os de Beatriz, pela vida. Já os de Silvia, brilham por suas pinturas. Os meus brilham ao ler. Brilham tanto que nada é capaz de ofuscá-los. E os seus? O que faz seus olhos brilharem? Me conte!

P.S.: Ao longo da leitura citei vários trechos, que por algum motivo e outro me emocionaram (para ler, clique aqui). O livro ainda está em pré-venda. Se interessou pela história? A Editora Bertrand disponibilizou o capítulo 1, AQUI.

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