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Judas, o bem amado - Gerald Messadié

>> quinta-feira, 23 de setembro de 2010




Um rosto com um olhar inquieto se inclinou em sua direção, mas não era do do Mestre. 
Uma imagem parasitária que ele se esforçou para afastar da consciência.
Estava em união com o Mestre. Fundia-se nele. 
Tornava-se o Mestre. Banhava-se na beatitude do Espírito.
- Judas?
p. 197

Jesus foi acusado de blasfêmia e impiedade. Condenado e crucificado. Um dos seus discípulos o traiu. O nome? Judas Iscariotes.

Por um punhado de moedas ele entregou seu mestre. Mas, e se, se tudo fosse previamente combinado?

A ligação de Judas com Jesus era poderosa. Ao ver o mestre crucificado, Judas sentiu na pele as mesmas lacerações das chicotadas, a mesma dor ao ver os espinhos rasgando-lhe pele. Era a ligação espirituosa atuando sobre seu corpo.

Segundo Pierre Létourneau, da Université de Montréal, Messadiè proporciona um retrato íntimo e tocante do polêmico apóstolo, tornando-o próximo ao leitor através de seus pensamentos, seus sentimentos, sua miséria e sofrimento, até mesmo fazendo alguns sucumbirem à empatia.

Messadié criou um romance onde a ficção e realidade estão tão enredadas que por vezes nos perguntamos se a estória realmente aconteceu. Judas, o bem amado, de Gerald Messadié (Bertrand Brasil, 266 páginas, R$ 36,00) é um livro complicado para ser resenhado, mas a leitura flui facilmente graças à habilidade do autor.

E, tal qual O segredo do Décimo Terceiro Apóstolo, que também foi escrito por um francês, vemos que Jesus tinha 13 apóstolos e não doze, como conhecemos. Mas a semelhança termina aí. No romance de Benoît, o décimo terceiro apóstolo era o bem amado, enquanto no de Messadié Judas é o bem amado, e o décimo terceiro é Lázaro, o ressuscitado.

Ao terminar de ler me fiz a pergunta: Poderá Judas ter sido julgado erroneamente pela história ? O que vocês acham?

Lembrando que Judas, o bem amado é um romance bíblico ficcional, mas baseado em fatos históricos.

Resumo:


Teria sido Judas o único discípulo a realmente conhecer Cristo?

A comoção provocada pela descoberta do Evangelho de Judas, em 2005, continua viva, apesar da grande quantidade de comentários que gerou. Afinal, como seria possível que o apóstolo cujo nome, durante 20 séculos, foi sinônimo da mais infame traição se transformasse de repente em herói, fazendo com que até mesmo o Vaticano viesse a debater o assunto? Em Judas, o Bem-Amado, romance bíblico instigante, Gerald Messadié responde essas perguntas e revela segredos escondidos durante séculos.

Com erudição e inquestionável talento de romancista, Messadié investe contra o dogma e enfoca um personagem eminentemente romanesco, dedicado a seu Mestre e arrastado às gemônias, porém crucial para a história do cristianismo. É um terreno conhecido que os íntimos de Messadié percorrerão com Judas o Bem-Amado. Mas a diversão está assegurada.

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