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[Resenha] O Rouxinol- Kristin Hannah

>> segunda-feira, 2 de maio de 2016

"Essa guerra pôs todos nós em lugares onde não queremos estar."
Olá pessoas!! Tudo bem com vocês?

Hoje eu vim aqui pra fazer uma resenha um pouco diferente das que normalmente faço. Porque o livro O rouxinol, tem esse poder sobre você. Aliás, não é à toa que a Kristin Hannah é uma das minhas autoras favoritas e só fiz confirmar isso com essa obra.

O Rouxinol (Editora Arqueiro, 2016, 432 páginas), é narrado em terceira pessoa dividido entre as perspectivas das irmãs Rossignol: Isabelle e Vianne (Mauriac). Elas são órfãs de mãe, só que o pai quando volto da I Guerra Mundial, praticamente morreu para as filhas também. Foram tantas perdas na vida delas e muito cedo. Isabelle tinha quatro e Vianne tinha quatorze anos, quando o pai deu a responsabilidade para Vianne de cuidar da Isabelle. Julien Rossignol não conseguia lidar com as filhas e muito menos sem ter a esposa ao lado. Por isso as enviou para morar no vilarejo de Le Jardin, em Carriveau. Aos 16 Vianne casou grávida, mas com a perda do bebê, não conseguia lidar com uma Isabelle imponente, rebelde, teimosa e chorona de 6/7 anos.

"Será que ela não tinha aprendido nada na vida? Pessoas iam embora. Ela sabia. E as pessoas faziam isso especialmente com ela."

Foi a partir daí que Isabelle passou a migrar constantemente de um internato para outro. Ela não conseguia se ajustar às regras. Até que aos 19 anos e mais uma regra quebrada em um colégio interno, a diretora decidiu que era hora dela ir "para casa". Essa volta para casa não foi tão bem aceita pelo pai, mas deixou com que ela ficasse desde que trabalhasse na livraria dele. O que ninguém esperava era o começo de uma nova guerra.

Se você gosta de História, se você gosta de ler sobre a Segunda Guerra Mundial e se você sempre quis saber como os países reagiram com a invasão alemã, esse livro é pra você! Porque a partir do momento que a Guerra começa e que Isabelle é obrigada a se refugiar para o interior onde mora sua irmã, você tem uma noção do quanto foi sofrido, do quão a França de 1939 em diante, ficou devastada. Os alemães invadiram pra destruir mesmo a população francesa.

Eu demorei mais que o costume para terminar esse livro, porque ele tem uma carga emocional muito alta. Eu passei ter outros olhos para os alimentos e a água que consumo. Assim, como a roupa que eu visto. Estou falando sério, se eu tivesse o hábito de chorar lendo livros, com esse eu ficaria devastada. São cenas fortíssimas. Principalmente quando os nazistas começam a perseguir os judeus.

"De repente, sabia que uma mulher podia mudar toda sua vida, eliminar a própria essência a partir de uma escolha."

Eu fico refletindo: se todos tivessem 1% da bravata da Isabelle o mundo não estaria do jeito que está. Ela pode ser impulsiva, teimosa, rebelde. Mas ela tem uma determinação que faz com que você não desmorone e torça para que tudo dê certo. Já a Vianne, você tem uma semi-raiva dela pelas coisas que ela fez (ou deixou de fazer para com Isabelle) logo é perceptível como ela é uma pessoa passiva e dependente do seu esposo, Antoine. E é por ser assim que ela se vê perdida quando ele é recrutado para servir o exército francês na Guerra. Ela não se acha corajosa e diz que esse é um dos principais motivos que ela diverge da irmã. Não sabendo ela que mesmo com todas as diferenças, as duas são tão parecidas.

"Sentiu que estava mais madura que antes. Agora sabia quanto o amor e a vida eram frágeis. Talvez ela o amasse só nesse dia, ou talvez pela próxima semana, ou talvez até ficar velha, bem velha. Só sabia que, nesse mundo terrível e assustador, ela esbarrara em algo realmente inesperado."

Sobre o amor nos tempos da Guerra? É possível, é mais perigoso e é tão lindo. Eu passei boa parte do livro shippando Gaëton e Isabelle, assim como Vianne e o Capitão Beck (eu sei, ambos eram casados, mas a atração estava ali). Uma pena eu não poder falar mais sobre eles, porque perderia a graça. Aaa só mais uma coisinha, o enredo meio que dá uma intercalada entre os anos da Guerra e 1995, mostrando uma Isabelle quarenta anos pós- Guerra. O que é bem legal, porque além de se sentir lá durante o caos, você também sente a lembrança como se realmente tivesse fosse uma sobrevivente.

"Tempo era o único luxo de que ninguém mais dispunha. O amanhã parecia tão efêmero quanto um beijo no escuro."

Eu nem preciso falar que amei esse livro da primeira à última página. A escrita da Kristin mais uma vez estava de parabéns, eu sou suspeita pra falar, mas o que posso fazer se ela tem o poder de escrever os melhores livros de drama, meu gênero favorito? Eu posso falar que termino de escrever essa resenha cansada, sim, cansada! Mentalmente e fisicamente talvez e com uma maravilhosa ressaca literária que nem sei se terei tempo de aproveitar.

É isso! Espero que tenham gostado, um beijo enorme pra vocês e até a próxima!!



















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