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[Resenha] Para todos os garotos que já amei - Jenny Han

>> sexta-feira, 8 de janeiro de 2016


"Não são cartas de amor no sentido mais escrito da palavra. Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. Porque, depois que escrevo, aquele amor ardente para de me consumir."

Oi Pessoas! Vim hoje falar de um livro que foi uma surpresa para mim em 2015. Se você é antenado nos lançamentos literários com certeza já ouviu falar de Para todos os garotos que já amei (Editora Intrínseca, 2015). Nunca tinha lido nada da Jenny Han, confesso que nem a conhecia então fui a leitura sem grandes expectativas e foi delicioso me surpreender e me deixar envolver pela escrita dessa mulher.

A nossa protagonista é a Lara Jean, que possui uma irmã mais velha, a independente Margot e uma irmã caçula, a destemida e franca Kitty. A Lara não acha que possui nada demais ou atraente em sua personalidade, em seu pensamento ela é apenas a irmã do meio a insegura e recatada Lara Jean.

As meninas são órfãs de mãe e após a sua morte, quando ainda eram muito novas, tiveram que aprender a conviver sem a figura materna em suas vidas e dessa forma amadurecer muito rápido. Elas seguem a vida em uma rotina muito legal, bem organizada por elas e seu pai, onde as mais velhas se dividem com os deveres domésticos e ainda a auxiliam e cuidam do pai. Tudo ia seguindo nos conformes até Margot terminar a escola e soltar uma bomba: decidiu fazer faculdade na Escócia. E isso deixa a Lara Jean muito apreensiva, pois sempre contou com a Margot para tudo, ela é a base da rotina familiar, ela é a irmã mais velha, seu modelo. 

E como tem um ditado onde diz que coisas ruins sempre vêm acompanhadas acontece uma situação complicada para Lara. Ao longo de sua vida, desde a idade em que descobriu que gostava de garotos, para todos por quem ela se apaixonou, ela escreveu cartas de amor não enviadas para eles. Mas como uma forma de encerramento daquela paixão, a Lara extravasava de forma bem sincera e delicada seus sentimentos no papel e essas benditas cartas somem e pior, de alguma forma cada uma dela vai parar nas mãos dos garotos para quem ela escreveu, inclusive para uma pessoa que nunca deveria descobrir o que a Lara sentia. E a forma como a Lara fica sabendo que isso aconteceu é da pior possível hahaha... 

Gente, eu quase surto nessa parte, fiquei com o coração na mão junto com a Lara, acompanhei seu desespero ao se dar conta disso, procurei junto com ela em seu quarto por essas cartas. Eu já fui adolescente como ela, eu escrevi cartas não enviadas para amores juvenis que eu tive e quando lembro sinto nostalgia e um agradecimento a Deus por nunca tê-las enviado!!

Mas voltando a história, eu ficava me perguntando como aquelas cartas poderiam ter ido parar nas mãos daqueles meninos, mas nem vou falar muito sobre isso porque nada verdade esse ministério não é o foco do enredo, como eu pensei que seria e sim as consequências que essas cartas irão trazer para a vida da Lara.

No decorrer da história vão aparecendo muitos personagens que só fazem agregar a valor ao livro, as cartas são descritas para que nós leitor possamos ler também e essa viagem ao passado que a protagonista vive, remete a nossa vida também, não tem como não se vê como a própria Lara.

Confesso também que iniciei o livro achando que iria shippar um casal e terminei por shippar e torcer para outro... Os meninos que recebem as cartas são muito importantes na trama, cada um com seu jeito e demonstrando que nossa mocinha não tinha um esteriótipo, ela gostava e pronto!
Peter mesmo é um caso a parte, é um ex- amigo da Lara, um dos meninos que recebem uma carta e por causa delas, ele e a Lara se unem num plano que beneficiaria aos dois e a relação entre eles é muito legal.  Ele é muito engraçado, mas também sincero e sem frescuras. Ri muito nas cenas em que ele aparecia e quando se juntava com a Kitty então, nossa! 
Essa menina é outra que tenho que comentar, é uma típica irmã caçula, inteligentíssima, atrevida, esperta e engraçada. Muita coisa acontece por causa das palavras e atitudes de Kitty. E pegando o gancho ao falar da Kitty quero ressaltar a relação entre as irmãs, como elas mesmo tendo personalidades tão diferentes contam sempre uma com a outra, são unidas. A fraternidade entre elas não é perfeita, elas brigam, se magoam, mas o amor é tão latente e tão bonito que é algo digno de se ver.

A Jenny Han após esse livro arrebatou mais uma fã. Não tenho nada contra o gênero Young Adult, onde os protagonistas são adolescentes ou pré-adolescentes, até gosto na verdade, mas termina por não ser o meu foco de leitura e de compras. Mas a história é escrita de forma tão fluída e encantadora. A autora falou sobre as cartas, sobre um amor entre família, criou sim um romance (muito fofo, por sinal), mas tudo foi muito equilibrado, soube trabalhar com a falta da mãe na vida das meninas, principalmente as mais velhas que já estão passando por momentos que a figura materna é tão importante, além disso nos mostrando também como as aparências e os estereótipos que criamos nos enganam. 


Suspirei quando terminei de ler esse livro, fiquei repassando em minha mente como a Lara Jean cresceu ao longo do livro no decorrer da minha leitura, como eu fui na idade dela, como minha irmã e eu aprendemos a lidar com a falta da nossa mãe que também se foi tão cedo... 
E ainda te dou um aviso: você vai sofrer pelo segundo livro ao terminar, a história termina te deixando sem folego e com o coração apertado. O lado bom disso é que a Intrínseca já está lançando esse mês o livro Ps: Ainda amo você e depois volto contando o que achei da conclusão dessa linda duologia.
"Não quero ter medo. Quero ser corajosa. Quero... que a vida comece a acontecer. Quero me apaixonar e quero que um garoto se apaixone por mim."


Bjos e até a próxima!














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