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[Resenha] Silo- Hugh Howey

>> quarta-feira, 20 de maio de 2015


Olá Pessoas! Tudo bem com vocês? 
Hoje eu vou falar deste livro que me deixou extasiada, de verdade. Já adianto que esses é mais um daqueles livros que a gente termina de ler e se pudesse ficar deitada(o) na cama pra refletir por horas, dias quem sabe até meses. Silo é um livro de ficção científica facilmente equiparado a 1984 (George Orwell) e Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), pois é um livro adulto, escrito para mentalidades e pessoas maduras.
Não vou mentir, que me surpreendeu o fato de ver muitos adolescentes empolgados lendo, já que não tem qualquer semelhança com as distopias lançadas voltadas para o público de young adult. Portanto, não há adolescentes, nem triângulos amorosos. Em Silo, não há um grupo de jovens que irão salvar o mundo e sim há adultos bem construídos, que já passaram por essa fase de imaturidade, indecisões o que contribuiu para que ficasse uma obra bem verdadeira.
 "O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.
Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.
Um crime cuja punição é simples e mortal.Elas são levadas para o lado de fora.Juliette é uma dessas pessoas.E talvez seja a última."

Imaginem-se em um mundo onde todo o ar presente na atmosfera é altamente mortal e que todos aqueles que continuam vivos moram em um silo no subsolo do que restou do nosso planeta. Agora imagine que neste mesmo local no subsolo se você falar sobre o lado de fora pode gerar sua expulsão (a "limpeza"), onde ter pensamentos positivos pode causar a sua morte. Imaginou? Então, este é o mundo de Silo. 

Os únicos sobreviventes a essa catástrofe são os moradores do Silo, um local previamente preparado e equipado com toda a tecnologia e mantimentos suficientes para sustentar um número determinado de pessoas. Lá, tudo é bem racionado e todo cheio de regras. O controle populacional é feito por meio de loteria em que um casal só pode ter filhos quando alguém morre. 

O Silo possui cento e quarenta e quatro andares. Dividido em três diferentes seções com quarenta e oito andares cada. Desses quarenta e oito, cada um em seu interior possui uma função muito bem dividida e essencial para a manutenção do local. Lá podemos encontrar pessoas responsáveis pela mecânica, suprimentos, portadores, TI, bem como os sacerdotes, delegados, xerife e a Prefeita. Lá todos vivem em paz e aparentemente são felizes. Lá todos são conformados (e satisfeitos) com suas posições, não se questionam sobre seus passados e nem criam expectativas sobre o futuro. As coisas são como são e é assim que tem que ser, ponto.
No começo da leitura conhecemos Holston, o atual xerife do silo. Sua esposa, Alisson, foi contagiada pelos ideais positivistas e acabou indo para a "limpeza". Após três anos na solidão, Holston decide ir atrás de sua mulher. São muitos os pensamentos esperançosos que se passaram em sua cabeça durante esse tempo, já que ele acreditava em tudo o que vivem, que tudo o que são e que foi dito para os moradores do silo sobre o exterior não passam de mentiras. É aí que ele se engana e as coisas não saem como planejava e ele não volta mais.

Nisso, a prefeita Jahns vai atrás de um substituto para o cargo do falecido xerife. E Julliete, da mecânica é a mais recomendada para a função. Apesar de se mostrar resistente no início, Jules acaba aceitando o cargo deixando Bernard, chefe da TI, totalmente contrariado. Nesta expedição, acompanhada pelo delegado Marnes, inúmeros conflitos de pequeno calibre são fundados com a TI, departamento que cuida da parte tecnológica do silo, bem como das roupas especiais daqueles que vão para à limpeza. Roupas estas que dão um tempo a mais de vida para que o indivíduo possa limpar os sensores externos.
Silo é uma ótima oportunidade para as pessoas conhecerem mais sobre mente humana, suas limitações e suas motivações. Quando você é apresentado aos personagens da obra, estará sendo apresentado a pessoas reais, com as que convivemos no nosso cotidiano, pessoas essas que tem vontades, preconceitos, desejos, pessoas que reagem a eventos de um modo mais realista. Além de bem escrito e inovador, Silo, é um daqueles livros que ao terminar os capítulos, você fica curioso pra saber o que acontece. Que é impossível, interromper a leitura até para tomar um banho! 

O livro faz jus aos três anos que levou para ser concluído, pois Hugh escreveu de modo tão criativo, minucioso e detalhado, que as reações não poderiam ser diferentes. Todas positivas, é claro! Se com o primeiro livro da trilogia fiquei assim, imagina com os demais?! 

Espero que tenham gostado, um beijo enorme e até a próxima! 






  








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