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Resenha: Mar da Tranquilidade- Katja Millay

>> quarta-feira, 5 de novembro de 2014


Esse foi um dos livros que eu olhei a sinopse e gostei de imediato do que li. Pronto, esse foi o meu critério de escolha, sem pestanejar mesmo. E adivinhem? Não me arrependi !!
Eu ainda não sei como falar para vocês o quanto eu gostei desse livro... Porque posso falar, falar, falar e talvez não consiga traduzir o quão perfeito ele é.

O livro retrata a história de Nastya Kashnikov e de Josh Bennett, ou pelo menos, o que restou da história de cada um. Nastya perdeu a sua voz, sua identidade e foi privada de fazer o que mais amava. Foi morar com a tia em outra cidade, principalmente para manter o seu segredo enterrado e não permitir que alguém se aproxime ou tente descobrir . Só que ao chegar no colégio se depara com um rapaz tão antissocial quanto ela, se bem que ela é antissocial em partes, porque o modo como ela se veste, chama mais atenção que o grupo mais popular do colégio. Não é à toa que Drew, o “pegador” se aproxima dela, na esperança dela ser como as outras e cair no seu papo doce e no seu sorriso encantador (falarei mais adiante mais sobre ele). Mas ele se engana, pois ela mostra que o fato dela se vestir do jeito como ela se veste não a faz uma qualquer.

Os problemas pelo quais Nastya passou, fez com que ela ficasse fissurada em praticar exercícios físicos. Toda noite ela sai para correr pelo bairro e quanto mais intensa for sua corrida, melhor. Cheguei à uma conclusão de que essa intensidade se dá ao fato dela querer sanar toda dor que lhe foi causada. Pois os excessos de exercícios funcionam como bálsamos.

Os dias vão se passando e ela continua muda... Até que o grupinho da Sarah (irmã de Drew) resolve atacar Nastya com “ofensas” que segundo ela não a afetou em nada. Então é aí que o destino de Nastya e Josh se cruzam, pois ele a “defende” de modo involuntário.
“Eu me viro, embora saiba que a única pessoa naquela direção é a última que eu esperaria aparecer como um cavaleiro de armadura brilhante. Não que a situação pedisse algo do tipo... pág. 39” 
Essa é aquela parte em que você começa a ficar animado, pois sabemos que quando os mocinhos estão em caminhos contrários e acabam se encontrando, é pra sempre!!
Depois de sobreviver a mais um dia na escola, então ela resolve seguir seu ritual de “saúde" até que ela perde o controle e se perde no bairro, acaba passando mal e se machuca numa cerca. A maior surpresa para ela ~e para nós~ quando estamos lendo é quando ela fala que conhece aquele lugar, mesmo nunca estando ali antes. E para a surpresa ela conhece o dono da casa também...

A partir dessa parte a gente começa a achar a história um amor, porque eles passam a ficar mais próximos mesmo que não há diálogo por parte dela. Eles interagem entre si. Até que Drew a chama para uma festa, aí ela acaba bebendo demais e sem saber o que fazer, leva ela pra casa de Josh e pede para o amigo cuidar dela. Nessa hora eu só atestei o que já vinha percebendo: que Drew é um babaca. Mas ainda sim, não dá pra culpar ele totalmente pelo acontecido. Então quando ela acorda, já começa a batalha interna porque ela descobre que está na casa de Josh e ele passa a chama-la de um apelido especial e até contraditório... No começo ela odeia esse apelido, mas aos poucos vai se acostumando já que ele não a chama de outro nome mais.

A amizade entre os dois ~ou melhor três~, não se esqueçam de Drew. Vai indo de vento em popa, uma no colégio (Drew) e a outra na casa de Josh. Sim, ela passa a ir lá todos os dias e os dois vão ficando cada vez mais próximos...
“... Temos um acordo não declarado: eu o deixo me olhar; ele me deixa olhá-lo. Nunca chamamos atenção para isso. É um presente que damos um ao outro. Nada de condições, nada de expectativas, nada de ler nas entrelinhas. Somos um mistério. Pág. 158”

Não vou falar que aconteceu uma coisa importante e que mudou ~um pouco~ o desfecho da história, pra não estragar a surpresa. Mas posso dizer que é algo que até então você não percebe que também estava fazendo.

Voltando a trama... Eu admirei muito o Josh porque mesmo sem saber ao certo o que aconteceu com Nastya, ele não cobrou, não perguntou. Ele teve curiosidade sim, mas em nenhum momento forçou a barra pra ela abrir o jogo, pois acreditava que se ela quisesse fazer isso, faria quando fosse mais conveniente e só cabia a ele, esperar. Nem vou falar que eu nutri um amor por ele né?! Embora sou meio assim com livros de romance/drama, mas esse me cativou de uma forma inusitada e inexplicável, porque até então eu jurava que ia ser só mais um do gênero. Creio que talvez por não ter uma grande carga de tragédias. Esse é um relato pós-traumático, onde Nastya descreve o que consegue lembrar que passou, mas também não foca muito nisso. Ela pra mim foi uma guerreira, que passou pelo que passou, mas ergueu a cabeça e seguiu em frente.

Depois do acontecido, ela e a família se distanciam um pouco. Então o único “elo familiar” que ela tem é a tia com quem vai morar, mas também não são muito próximas. Sua mãe até que tenta fazer com que eles se aproximem de novo, mas para Nastya o que conta é o tempo. Ainda é difícil para ela lidar com os familiares querendo impor algo que na cabeça dela já está resolvido.

Aaaaaai esse livro é “pequeno” mas tem várias histórias interligadas, então eu estou fazendo o possível pra minimizá-las e contar pra vocês um pouco de tudo o que rolou...
Olha eu disse que falaria mais do Drew né?! Ok, vamos lá. O Drew é o personagem que aparenta ser o mais “babaca” desse livro, porém vocês vão descobrir que não! Ele é aquele que gosta de chamar atenção para aparentar algo que não é, por exemplo ele é o pegador do Colégio, todas as meninas querem sair com ele, porque ele é popular, bonito e... pegador! Olha, o caminho não é bem esse. Drew é um menino super família, é protetor, é aquele amigo chato que só faz besteiras, mas que você não consegue abrir mão. E no decorrer do livro descobrimos coisas  coisas sobre ele e uma certa garota da escola. E é diversão pura, com direito a muitas discussões e desejo reprimido.
Eu (e acredito que todo mundo que ler o livo também) queria que Katja Millay fizesse um livro só do Drew, sério ele foi um dos meus personagens prediletos, será que é pedir muito?

Deixa eu falar outra coisa bem legal, eu achei a Katja um amor.! Ela tem um jeito de escrever bem calmo e que vai te conduzindo a não largar o livro pra ~absolutamente~ nada. Recomendo MASTER que vocês leiam TUDO desse livro desde contracapa até a última linha dos agradecimentos.
E tem uma parte que eu achei muito fofa nos agradecimentos que foi:
“ Quero também fazer um agradecimento aos blogueiros que dedicam seu tempo a ler e a escrever resenhas todos os dias. Seus comentários sinceros e ponderados não têm preço.” E seguindo essa linha ela conclui: “A vida é curta e as listas de livros por ler são longas. Sei que o tempo é precioso e agradeço por ter dedicado parte do seu a este livro.”
Estou encantada demais pelo talento dela e ~claro~ já estou procurando se ela tem outros livros lançados, para eu ler, porque esse valeu muito a pena.

Eu tentei, juro que tentei resumir essa resenha ao máximo que eu pude, mas acontece que o livro em si é muito bom e fica difícil falar pouco de coisas boas, ainda mais quando se tem várias.
Espero que vocês que leram comentem comigo e quem não leu ainda, adicione ele às suas listinhas, pois será um investimento do qual não irá se arrepender.

Um beijo enorme pra vocês, espero que tenham gostado!!


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