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A probabilidade estatística do amor à primeira vista - Jennifer E. Smith

>> sexta-feira, 3 de maio de 2013



Será que é possível, de repente, descobrir o tipo de que você gosta, 
mesmo quando se acha que nem tem um tipo?
Pág. 37


A vida de Hadley deu uma guinada. Sua família, composta dela e dos pais, era unida. Passavam férias juntos, riam uns com os outros, não poderia ser melhor. Mas agora, ela está indo para o aeroporto, atravessar o oceano, entre Estados Unidos e Inglaterra, para ir ao casamento do pai (o pai que não vê há um ano) com uma completa desconhecida. Enquanto a mãe ficará com o novo namorado. No passado, se alguém dissesse a Hadley que isso aconteceria, ela diria que a pessoa estava louca. Como as coisas mudam rapidamente...

E ela perde o voo. E nem foi de propósito. Vários fatores contribuíram para que ela chegasse atrasada por quatro minutos e não conseguisse mais pegar o voo (lembro que perdi um trem na Itália por 2 minutos e tive que pagar uma fortuna por uma nova passagem). Mas há males que vem para bem, e esse bem se chama Colin. Um britânico super fofo que estuda em  Yale, Connecticut, coincidentemente bem próximo à cidade de Hadley.

Colin é um desses caras que tem cabelo encaracolado e desgrenhado, deixa cair farelo de comida na roupa e tem um sorriso que é capaz de dominar o mundo, um desses caras que podem ficar rubros e que são gentleman de nascença. Quem diria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém.

E olha a coincidência, o assento de Colin é quase ao lado de Hadley e com a ajuda de uma senhora bondosa, eles vão lado a lado. Hadley tem claustrofobia e Colin fará de tudo para que ela pare de pensar que está dentro de um avião, sobrevoando o oceano. E sua tática envolve muito humor. Hadley até consegue parar de pensar no casamento do pai e o que a espera em Londres.

Colin também está indo para uma cerimônia, uma bem diferente da de Hadley, mas ele não conta, porque quando está com ela, só ela é importante.

Quatro minutos de atraso, sete horas de voo e uma vida inteira de possibilidades. Assim é A probabilidade estatística do amor à primeira vista, de Jennifer E. Smith (Galera Record, 224 páginas, R$ 29,90). Fiquei apaixonada pelos personagens, ele são tão cativantes e fofos que dá vontade de dar um abraço neles. Esse é o primeiro livro que leio dessa autora e fiquei encantada. A história não é apenas sobre amor à primeira vista, mas sim sobre como reconstruir. Sobre laços de família. É sobre o reencontro entre Hadley e o pai e como a vida deles seguirá, cada um em um país diferente. E em contrapartida tem Colin, morando sozinho num país estrangeiro, precisando regressar ao seu país para algo que ele não queria. Mas tudo pela família, porque família é importante, a base de tudo.

A leitura é rápida e tão gostosa que você só irá parar de ler quando terminar. A autora inclui algumas citações de Dickens, porque o pai de Hadley adora ler e a incentiva para o mesmo. Uma das passagens que mais gostei diz:

- Esta casa está a dois dicionários de afundar no chão - dizia -, e você ainda compra livro repetido?
Mas Hadley compreendia. Não era para ler tudo. Leria no futuro, mas naquele momento o importante era o gesto. Estava dando para a filha a coisa mais importante que podia dar, a única que conhecia. Era um professor, um amantes das histórias, e estava construindo uma biblioteca para a filha, da mesma forma que outros pais construíam casas.
Pág. 146
  • Nominado Melhor Ficção YA pelo Goodreads Choice Awards em 2012; 
  • Traduzido para mais de 25 idiomas.
Recomendo!
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