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O Teorema Katherine - John Green

>> sexta-feira, 19 de abril de 2013




Sentia falta disso também, e sequer tinha acontecido. Colin sentia falta do seu futuro imaginado. É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.
Pág. 141


Colin Singleton tem um fato curioso em sua vida (aliás, como vão descobrir durante a resenha, ele é um personagem interessante e singular, coisas curiosas é que não faltam), namorou 19 garotas chamadas Katherine (e todas as 19 com o nome de mesma grafia). Ele nunca namorou uma garota com outro nome, e não era como se ele caçasse as Katherine, simplesmente acontecia, sem explicação. E todas terminavam com ele. A Katherine XIX acabou de terminar o namoro e ele está na fossa. Esse foi o pior de todos.

Colin é um gênio, aliás, um menino prodígio. Aprendeu a ler aos 2 anos de idade, e o pai logo percebeu que seu filho não era como os garotos da idade dele, e sempre o incentivou a estudar mais e mais. Já sua mãe, queria que o filho tivesse uma vida normal. Ou seja, Colin fala fluentemente 11 idiomas, sabe mais coisas que algumas outras jamais saberão, não esquece quase nada sobre o que lê, mas frequentou o colégio como outro adolescente comum. Nada de ser um prodígio e ir para faculdade aos 10 anos de idade.

Aliás, ele irá pra faculdade assim que terminar as férias de verão (que ele passa no quarto, ou deitado com o rosto colado no tapete). Mas ele tem um amigo, super engraçado e descolado, Hassan, que irá tirá-lo (ou tentar) dessa fossa. Ele propõe uma aventura viagem durante as férias, uma viagem sem destino. Uma viagem no carro de Colin, o Rabecão de Satã (estilo Ecto, o carro dos Caça-Fantasmas, sem a parafernália).

Eles acabam parando numa pequena cidade do Tennesse, Gutshot, para verem o cadáver, que deflagrou a Primeira Guerra Mundial, do arquiduque Francisco Ferdinando (Colin logo se pergunta por que o cadáver de um cara austro-húngaro foi parar no Tennessee). A guia, uma adolescente da mesma idade de Colin, se chama... Não, nada de Katherine! 

A guia, que os levará ao túmulo de Francisco Ferdinando, é uma doida varrida e bem divertida.  Já dá para prever que esse trio aprontará! E mais uma curiosidade, o namorado de Lindsey (yes, esse é o nome da guia), também se chama Colin. A família de Lindsey praticamente sustenta toda a cidade, com a fábrica de cordões para tampões. E a mãe de Lindsey (que é fanática por rosa... casa pintada de rosa, lençóis rosas, roupas rosas, chinelo rosa... é uma overdose de rosa), acaba contratando Colin e Hassan para fazerem uma entrevista com funcionários e ex-funcionários da fábrica. E como será um trabalho muito bem remunerado, com moradia incluída, eles aceitam. Com a condição de: Colin precisa de tempo para seu teorema.

E finalmente chegamos ao teorema! Colin é um prodígio, mas prodígios repetem ou melhoram o que algum gênio criou. E ele quer ser um gênio. Ele é nerd, não tem nada de especial (como se seu alto QI não contasse) e tudo que ele quer é deixar algo, ele quer provar que pode ser um gênio e aí que... Eureka! (e ele sempre quis gritar como Arquimedes). Ele conheceu 19 Katherines e namorou todas. Se ele criasse um teorema que previsse se o namoro daria certo ou errado, ele simplesmente poderia evitar um sofrimento posterior. Ele só precisa descobrir quais as variáveis que precisam ser incluídas e criar sua fórmula. Seu próprio teorema, o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines.

Quando Hassan atravessou o banheiro a caminho de seu quarto e Colin se sentou de novo para trabalhar no Teorema, o rosto de Colin estava vermelho e suado, as lágrimas brotando por causa da frustração. Colin odiava não ser capaz de atingir seus “marcadores”. Ele já odiava isso desde os 4 anos, quando o pai estabeleceu o aprendizado das declinações do latim para 25 verbos irregulares como seu “marcador diário” e, ao fim de um dia, Colin só aprendera 23. O pai não o puniu, mas Colin sabia que havia falhado. E agora os marcadores podiam ser mais complicados, mas ainda eram relativamente simples: ele queria ter um melhor amiga, uma Katherine e um Teorema.
Págs. 175-176

Com aventura, personagens animados e verossímeis, texto inteligente e humorado, O Teorema Katherine, de John Green (Intrínseca, 304 páginas, R$ 29,90), é supimpa (ainda utilizam essa palavra?). Mas não só isso, a história fala sobre um adolescente que teve o coração partido e faz de tudo para não sofrer (e bem sabemos, coração partido é terrível). E ao longo da aventura, não só Colin, mas Hassan e Lindsey vão descobrir coisas sobre si próprios. É interessante observar a evolução dos personagens.

John Green deu um show de criatividade ao criar essa história. A parte matemática (com direito à apêndice) foi formulada por um amigo do autor, um matemático de renome. 

A matemática é previsível, mas a vida não. Será que Colin conseguiu seu Teorema? Será que deu certo?

Recomendo!

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