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[ENTREVISTA] Sylvain Reynard

>> segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Quase nada foi divulgado sobre a verdadeira identidade do autor por trás do pseudônimo Sylvain Reynard. Sabemos que ele é canadense, já escreveu vários livros de não ficção e tem um profundo interesse pela arte e pela cultura renascentistas. Mas, embora declare ser do gênero masculino, seus fãs têm uma forte suspeita de que na verdade S.R. seja uma mulher.

Semifinalista ao prêmio de Melhor Autor e Melhor Livro no Goodreads Choice Awards de 2011, Reynard apoia diversas instituições de caridade e acredita que a literatura ajuda a explorar os diversos aspectos da condição humana, como o sofrimento, o amor e a redenção. Saiba mais em: www.sylvainreynard.com.*

Sua estreia no Brasil se dará dia 14 de fevereiro, com o lançamento do esperado romance O inferno de Gabriel, pela Editora Arqueiro. E a sequência desse livro, O julgamento de Gabriel, está previsto para julho. A editora disponibilizou trecho (aqui) e publicou um folder com comentários dos leitores do Brasil e do mundo, sobre o romance.

A entrevista seguiu o mesmo perfil da última publicada aqui no blog.



Bom dia, Natália. Obrigado por me convidar para se juntar a você e seus leitores.

Blog: O que inspirou você a escrever a série Gabriel?

Sylvain: Fui inspirado pela história de amor de Dante e Beatriz, mas também pela questão do que aconteceria se um professor se apaixonasse por uma de suas alunas. É um assunto tabu, mas que espelha outro tabu: Dante caiu de amores por Beatriz enquanto ambos eram casados com outras pessoas.

Blog: Qual aspecto da história O inferno de Gabriel você achou mais difícil de escrever?

Sylvain: No começo da história o professor é rude, orgulhoso e condescendente. Achei essas passagens difíceis de escrever porque vão contra ao que acredito sobre como um ser humano deve ser.

Blog: Enquanto escrevia O inferno de Gabriel e O julgamento de Gabriel, você utilizou algo da sua vida real?

Sylvain: Eu acho que um autor é influenciado pela vida real, assim, certamente a realidade desempenhou um papel em ambos os romances. Mas o meu desejo de contar uma história sobre a redenção e necessidade da humanidade, de perdão e graça, foi igualmente influente.

Blog: Como são as pesquisas para os seus romances?

Sylvain: A pesquisa é muito importante. Às vezes, envolve visitas a bibliotecas ou museus, às vezes, envolve viagens, e às vezes envolve sentar em algum lugar em silêncio e observar as pessoas e seus comportamentos.

Blog: Como você escreve? Você tem uma rotina definida a cada dia?

Sylvain: Eu escrevo em um computador e sigo a mesma rotina todos os dias, mas não tenho, necessariamente,  uma quantidade definida de palavras ou páginas. Eu sigo minha musa - e às vezes ela me leva a escrever páginas e páginas e outras vezes é difícil receber mais do que um parágrafo dela.

Mas, mesmo quando não estou no computador, estou pensando sobre o romance ou até mesmo escrevo as ideias durante o dia. Isso pode ser estranho quando estou perto de outras pessoas, principalmente quando tento escrever secretamente em um guardanapo ou em minha mão.

Blog: Por que usar um pseudônimo?

Sylvain: Eu gosto de ser um contador de histórias e interagir com os leitores, mas eu não estou interessado em ser o centro das atenções. Eu levo uma vida tranquila e gosto da minha privacidade.

Blog: Gostaria de compartilhar algo sobre si ou sobre a sua escrita que você não disse aos fãs?

Sylvain: Eu costumava escrever à mão com uma caneta muito extravagante. Mas rapidamente se tornou muito difícil, especialmente na fase de edição, então eu tive que mudar para um computador. Há momentos, no entanto, que gosto de me perder na caneta, tinta e papel.

Blog: O que você gosta de fazer quando não está escrevendo?

Sylvain: Gosto de comida, bebida e viagens. Gosto de ouvir bossa nova, especialmente a música de Astrud Gilberto.

Blog: Você está constantemente respondendo a fãs em redes sociais. Como você administra seu tempo entre as redes sociais e a escrita?

Sylvain: Eu gosto de interagir com os leitores e gostaria de poder interagir mais, mas não é possível quando estou escrevendo. Meu publicista, Enn Bocci, me ajuda e eu tento dosar o tempo para interagir nas mídias sociais diariamente, mesmo que seja por apenas alguns minutos.

Tento usar minhas plataformas de mídias sociais - como um escritor - para a sensibilização de várias instituições de caridade e causas. Os leitores têm sido muito favorável a isso e têm usado suas contas de mídias sociais para espalhar a palavra, também. Recentemente, tomei conhecimento do International Princess Project, que defende as mulheres que escaparam do tráfico humano e prostituição e proporciona-lhes salários justos, dignidade e esperança: http://www.intlprincess.org/index.php/ipp/section/C1/

* Texto sobre o autor retirado do site da Editora Arqueiro.

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