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O Primeiro Dia - Marc Levy

>> quarta-feira, 17 de outubro de 2012




- Não demore muito, para podermos passar juntos um momento, 
antes que vá embora de vez. Espero que encontre o que procura.
 
O que tinha vindo procurar ali estava exatamente à minha frente, 
mas eu precisava de um pouco mais de tempo para confessar isso.
Pág. 223


Adrian é astrônomo, Keira é arqueóloga. Tiveram um breve romance, quinze anos atrás, e por conta de um prêmio que os dois pleiteiam, acabam se reencontrando. Nesse encontro, que se segue a uma noitada de rocordações, Keira deixa para ele um estranho pedaço de um material que se assemelha a uma madeira polida, mas que é mais duro que pedra, nada é capaz de marcar esse objeto, nem mesmo diamante.

Esse estranho objeto, que ela prendeu numa corda e havia feito de pingente, é singular e guarda alguns segredos; quando uma fonte de luz potente é direcionada sobre ele, ele reflete uma cópia exata de parte do céu, céu esse de 400 milhões de anos.

Adrian fica encantado, ele nunca havia visto tamanha perfeição. Se ele conseguir descobrir esse mistério e o que exatamente esse objeto produz, poderá ser o mais novo ganhador do Prêmio Nobel, mas não é isso que lhe interessa. Ele é um cientista. Ele sempre sonhou em descobrir onde começa a aurora.

Keira sonha em descobrir o primeiro homem, trinta anos atrás achavam que as primeiras civilizações surgiram há 3 milhões de anos, mas atualmente a conta foi para 35 milhões de anos. Ela passou boa parte de sua vida pesquisando isso, e quando teve a oportunidade de ir para África e ser chefe de sua própria expedição, ela não pensou duas vezes. O pequeno objeto foi presente de um órfão, pertencente a uma das tribos que habitam o Vale do Olmo, que o havia achado na cratera de um vulcão extinto.

Quando deixa o objeto com Adrian, ele lhe faz indagar, e se o primeiro homem remontasse à exata época do céu refletido pelo objeto? E se as contas voltassem mais 385 milhões de anos?

Fascinados pela descoberta que esse objeto trará para área de cada um, partem juntos numa difícil missão. E se uma antiga lenda estiver certa? E se esse objeto for parte de um maior? E se outros pedaços estiverem escondidos nos mais inóspitos recantos da Terra e juntos refletirem com perfeição como o céu era na época em que surgiram os primeiros homens? E se esses pedaços fossem separados, convenientemente, para que a população não fosse dizimada?

Com uma escrita leve e suave, Marc Levy nos apresenta um fantástico enredo. O Primeiro Dia (Suma de Letras, R$ 34,90, 328 páginas) me lembrou um pouco dos livros de Dan Brown, mas com uma suavização exemplar. Levy tem uma escrita poética e quase lírica, sem deixar de incluir um pouco de suspense. E o mais interessante, todas as suas teorias e observações são pertinentes. Como/Quando será que existiu o instante zero, aquele que deu origem a tudo que somos hoje?
Há dias que parecem se iluminar com coisas pequenas, insignificâncias que nos deixam incrivelmente felizes; uma tarde bisbilhotando brechós, um brinquedo que surge da infância, num bazar de quinquilharias, uma mão que se agarra à nossa, o telefonema inesperado de alguém, uma palavra de ternura, o abraço de um filho, sem qualquer expectativa senão a de um pouco de carinho. Há dias que deixa a alma feliz, um raio de sol na janela, o barulho da tempestade que se ouve ainda na cama, as ruas cobertas de neve ou a chegada da primavera e seus primeiros viços.
Pág. 142
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