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Febre Negra - Karen Marie Moning

>> segunda-feira, 19 de março de 2012



MacKayla costuma dizer que um bom dia é aquele em que não há ninguém tentando matá-la, mas sua vida nem sempre foi assim. Antigamente, sua maior preocupação era pegar o tom de bronzeado certo e chegar no horário, no bar onde trabalhava. Então, sua irmã morreu e sua vida mudou completamente.

Sua irmã foi brutalmente assassinada em Dublin – onde estudava. Ninguém foi acusado do crime, a polícia não tinha nenhuma pista para seguir e arquivou o caso. Ela descobre que, no dia em que foi assassinada, a irmã havia deixado uma mensagem para ela: ela não tinha ideia de quem elas eram. Inconformada, Mac deixa a Georgia, nos Estados Unidos, e parte para a Irlanda. Lá, ela descobre que nada era o que parecia.

Por sorte (ou azar), quando se perde numa parte obscura de Dublin, conhece o dono de uma livraria, Jericho Barrons, e começa a descobrir quem é, porque mataram sua irmã e o que ela precisa fazer, além de achar o assassino da irmã, seu suposto namorado.

Mac é uma vidente sidhe, capaz de ver os encantados, tantos os unseelies quanto os seelies. Só que ela é mais especial ainda, é uma Null – tem o poder de congelar temporariamente um encantado -, o que irá lhe garantir uma melhor chance de sobrevivência.

Pausa para falar dos unseelies. Possuem várias castas, a mais baixa, os Sombras, vagam no escuro, se apossando de tudo que eles não possuem: vida, um corpo. Eles ‘comem’ tudo que passam por eles, no escuro. São sensíveis ao mínimo de luz. Sabendo disso, Mac se arma de lanternas em todos os bolsos de suas roupas. Os de castas mais altas são horrendos, eles usam o Glamour para enganar os humanos, para acharem-nos belos e assim se aproximarem e tirarem sua beleza. Na verdade eles são cinzentos, pútridos, com pus saindo por todos os poros, dúzia de olhos e várias bocas. Daí a pior...

A super dupla Mac e Barrons precisam encontrar um poderoso livro, Sinsar Dubh. Esse livro é a única forma de fechar o portal que está liberando os unseelies da prisão. E é esse livro que poderá garantir a sobrevivência da espécie humana. Como uma rara vidente sidhe que consegue sentir o livro, Mac é muito importante. A morte não é uma opção.

Nunca havia lido nada da Karen Marie Moning. Os personagens são bem descritos e estruturados, Mac é uma Barbie por fora e fica irritada de acharem é apenas beleza, sem conteúdo. 

Agora eu conhecia a verdade. Não havia. Eu era toda frágil. Boa para atrair os procriadores que garantiriam a sobrevivência de nossa espécie, mas não uma sobrevivente por conta própria. Eu era Barbie, afinal.
Mal consegui botar pra fora um grito quando aquilo tentou me pegar.
Pág. 99

Tem uma cena que é digna de Matrix, todos ficam admirados com ela, inclusive ela mesma. Ela provou à todos que não é apenas um rostinho bonito. Barrons é um bad boy rico, poderoso, sexy, sombrio e muito misterioso. As cenas entre ele e Mac são as melhores, uma relação de amor e ódio; podemos ‘ver’ faíscas em volta deles, rs.

A única coisa que me incomodou, na história, é que tudo ficou em aberto. Por se tratar de uma série, a autora não fechou nenhuma trama, não solucionou nenhuma das pendências e nem redimiu uma série de dúvidas de Mac, e até nossa.

Febre Negra, de Karen Marie Moning (Novo Século, 280 páginas, R$ 34,90), é excitante, envolvente, tem uma atmosfera sombria e sedutora. A autora explora mitologia, antiguidade e modernidade de forma magistral. Sobrenatural e mortal se misturam nessa trama de fantasia urbana. Mal posso esperar para ler a continuação e ao menos conseguir sanar algumas das dúvidas que fiquei.

Ah, o livro também têm suas passagens quentes!

Quis foder no momento em que coloquei os olhos nele.
...
Eu estava instantaneamente úmida, ardente e escorregadia em minhas calcinhas, cada celula madura e intumescida de desejo. Meus seios e minha genitália se arredondaram apenas de olhá-lo.
...
Precisava de fricção. Precisava de uma fricção grossa, quente, comprida, áspera entrando e saindo. Entrando e saindo, repetidamente, oh Deus, preciso de algo! Nada mais deteria  minha dor, nada mais satisfaria meu único propósito na vida – foder.
Pág. 143-144

Recomendo.

Crônicas de Mac O'Connor - Série Fever:
1. Febre Negra
2. Febre de Sangue
3. Faefever
4. Dreamfever
5. Shadowfever

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