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Amor Fora de Hora - Katarina Mazetti

>> segunda-feira, 14 de novembro de 2011





Resenha by Cláudia Vasconcelos:


Desirée é apaixonada por livros, trabalha numa biblioteca e tem o hábito de ir ao cemitério no seu horário do almoço, pensar na vida em frente ao túmulo do seu marido, Örjan.

Benny é um simples fazendeiro que passou a morar sozinho depois da morte dos pais, e está sempre cuidando das flores e plantas junto ao túmulo deles.

Ambos padecem do mesmo mal: solidão. Até que passam a se observar no cemitério.

No princípio, a presença de um incomoda o outro. Benny não suporta o jeito esnobe daquela mulher loura e magra demais, sempre vestida de bege, sempre fazendo anotações num caderninho. Desirée não tolera aquele homem sujo de terra, rústico e com um gorro ridículo.

Um dia, passa por eles uma criança com a mãe, e um gesto dessa criança provoca um sorriso nos dois. E é a partir desse sorriso que a vida deles começa a se transformar, pois são tomados por uma paixão avassaladora!

Ele não me fez apenas perder a cabeça, ele a fez girar muitas vezes até que ela se desatasse e eu a segurasse como um balão, enquanto meu corpo se torcia e virava de lá para cá.
Pág. 53

Mas eles vivem em mundos muito diferentes. Desirée em sua casa limpa na cidade, organizada, rodeada por estantes de livros, não consegue se imaginar vivendo no campo, numa casa de fazenda cheirando a estábulo, ordenhando vacas e preparando almôndegas.

Será que somente o amor é capaz de manter duas pessoas juntas? Até que ponto vale a pena mudarmos quem somos em prol daqueles que amamos?

Os capítulos, alternadamente, são contados pelos dois personagens, o que nos dá a chance de conhecer os dois lados da história, a visão de cada um.

Terminei Amor Fora de Hora, de Katarina Mazetti (Lua de Papel, 176 páginas, R$ 21,90), em algumas horas e fiquei com um gostinho de quero mais...  O texto, em minha opinião, conseguiu ser simples, e ainda assim, poético em algumas partes. E me deixou com vontade de viver uma paixão avassaladora, com momentos de calmaria...

Dizem que as pessoas solitárias vão com muita frequência ao cabeleireiro, ao dentista e à pedicure apenas para ter a sensação de que alguém as toca. Ela nunca me tocou antes assim como agora - e nem se tratava de zonas erógenas. Pelo menos por um bom tempo não. Acho que eu estava perto de chorar. E eu sei que ela chorava. Suas lágrimas caíam na minha mão, e, quando queria dizer algo, ela colocava os dedos nos meus lábios.
 - Shiii, estou experimentando a minha vida - disse. Eu não sei o que ela quis dizer, mas parecia tão natural como, às vezes, acontece nos sonhos.
Págs. 92-93

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