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Perdida - Carina rissi

>> quarta-feira, 27 de abril de 2011


"Não me importei com mais nada. Não me importei com o amanhã. 
Com o que iria acontecer depois. Nada mais importava apenas o agora.
Apenas Ian."
Pág. 309

Um belo dia o celular de Sofia cai dentro da privada e pifa. Ela não consegue viver sem as tecnologias do mundo moderno, então,  prontamente corre para comprar outro. E já que irá comprar um novo, que ele tenha tudo que ela precisa. É exatamente assim que ela fala para a vendedora. Com ar misterioso, a vendedora avisa que ela encontrará tudo que sempre quis com aquele aparelho.

Sofia não poderia estar mais feliz. Durante a tentativa de descobrir como o aparelho funciona, ela é transportada até o ano de 1830. Sofia estava completamente perdida. Primeiro, ela imagina que caiu bateu a cabeça e está delirando, depois pensa que ficou louca, até que o telefone toca e é informada que nessa época ela encontrará tudo o que ela sempre quis.

Basta procurar e ficar atenta. Completar sua jornada e descobrir quem ela realmente era.

Para sua sorte, Ian, um rapaz de uma família abastada, a encontra e se propõe a ajudá-la. Mesmo estranhando as vestes e o modo de falar de Sofia, Ian fica encantado com seu jeito moderno e despudorado. Sofia, com certeza, daria o que falar na sociedade.

Foi curioso ver as nuances dos costumes da época. Fiquei chocada com a historinha do alface, rs. Imagine: você vive no mundo atual, com todas as tecnologias possíveis e de repente vai parar num local sem banheiro (ao menos como o conhecemos hoje), sem televisão, celular, computador. Num local sem caneta! É, em 1830 usava-se pena com tinta no bico.

Sofia foi uma personagem bem equilibrada, totalmente sem rumo conseguiu driblar as dificuldades e viver confortavelmente nesse período. Ian é outro personagem à parte. Apesar de ter apenas 21 anos, é de uma maturidade incrível. Perdeu os pais cedo e foi obrigado a tomar conta da irmã mais nova e cuidar das propriedades que lhe foram impostas pela herança. Ele é centrado, calmo, o oposto da espevitada Sofia.

E como é inevitável em todo romance, o amor surge. E é lindo. Não resisti e chorei na leitura da carta que Ian escreve para uma ‘desaparecida’ Sofia. Eu sempre choro nessas partes.

Perdida, de Carina Rissi (Baraúna, 472 páginas, R$ 36,00) é imperdível. Recomendo!

P.S.: No início você deverá estranhar as gírias usadas (eu também estranhei!), mas ela é necessária para o desenvolvimento do pano de fundo da trama, para a comparação de linguajar entre as épocas.

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