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Bilionários por acaso: a criação do facebook - Ben Mezrich

>> quarta-feira, 3 de novembro de 2010



Você não faz 500 milhões de amigos sem conquistar alguns inimigos*


Eduardo Saverin (esq.), brasileiro, nerd, estudava economia em Harvard. Nessa mesma universidade estudava Mark Zuckerberg (dir.), americano, nerd, estudante de ciências da computação. Com uma forcinha do destino, viraram amigos. Melhores amigos.

Savarin, ficou conhecido pelos estudantes em Harvard por ter ganhado 300 mil dólares com o fundo de Hedge. Era um investidor nato. Já Zuckerberg, vivia por e pelos computadores. Programação era sua paixão.

Depois de uma bebedeira Zuckerberg criou um site, com conteúdo (fotos, dados) hackeado de outras universidades. Site esse que quase o levou a ser expulso de Harvard. Mas que lhe serviu como um portal para outras possibilidades.

Alguns alunos souberam desse talentoso programador e o convidaram para programar um site de encontros, onde os universitários pudessem se conhecer melhor. Mas Zuckerberg visualizou uma outra ideia: e se ele aproveitasse o programa que ele já tinha e convertesse para uma rede social, onde estudantes de Harvard pudessem colocar afinidades entre si? Não seria um site de encontros, mas também não deixaria de ser um site de relacionamentos.

Para o site funcionar perfeitamente bem precisaria ter um bom servidor, e aí que Saverin entrou em ação. Comprou servidores. Em menos de uma semana o Facebook entrou no ar. Em um mês mais da metade dos estudantes da universidade tinha se registrado no site.

Com a expansão para outras universidades logo ficou provado que eles precisariam de estagiários e de anunciantes. Saverin continuou investindo no Facebook ao mesmo tempo em que corria atrás de anunciantes.

Tudo girava em torno dele - o Facebook. A empresa. A revolução. Isso era tudo que importava a Mark agora. Ele sabia que estava à frente de algo gigantesco. Essa produção de Mark Zuckerberg mudaria o mundo. Como o Napster, só que maior. Tudo no Facebook girava em torno da liberdade de informação. Uma rede social verdadeiramente digital. Colocando o mundo real na internet.
Eduardo teria que entender. Mas e se não entendesse?
p. 188

O Facebook era a vida de Zuckerberg, que largou a faculdade para continuar a fazer melhorias no site. Saverin condenou e se formou. À medida que o tempo ia passando e o site crescendo, logo ficou visível para Saverin que talvez ele não conhecesse de fato Zuckerberg, e que talvez a amizade não fosse tão sólida quanto ele pensava.

Bilionários por acaso: a criação do facebook, de Ben Mezrich (Intrínseca, 232 páginas, R$ 29,90 ) é uma leitura super agradável. Zuckerberg criou algo que deu muito certo. Acumulou inimigos por isso, afinal qualquer coisa que envolva dinheiro, provavelmente envolverá discussão. Mas, ele criou o Facebook com o que sabia fazer de melhor. Ele vivia para transformar seu sonho numa realização de sucesso.

Relatando todos os bastidores por detrás da criação do Facebook, Mezrich nos mostra o que o capitalismo é capaz de fazer. Ele contou uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição. A narrativa parece tão real quanto um filme. Na verdade, o livro originou o filme A rede social, que estréia no Brasil, início de dezembro.

Mal posso esperar para ver o filme!


* Frase de chamada do filme A rede social.

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