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Jane Austen, a vampira - Michael Thomas Ford

>> sexta-feira, 1 de outubro de 2010

 
 
 
Hoje tenho o prazer de apresentar a vocês Jane Fairfax - Comfort continuou.
O livro de Jane se chama Constance.
Não quero dizer que esse livro é melhor do que fazer amor com meu marido,
mas fiquei acordada toda noite e ele ficou dormindo ao meu lado.
p. 208
 
 
Se você viver cada dia como se fosse o último, algum dia você estará certo, já diz Steven Jobs. Mas se você for um vampiro essa regra não se aplica. Este é o caso de Jane Austen.

Duzentos e trinta e três anos de sobrevida. Não consegue publicar novos livros, não ganha direitos autorais pelos já publicados. Até namorar é complicado, é doloroso ver o amado envelhecer e morrer. Já namorar outro vampiro... imagine passar o resto da eternidade com a mesma pessoa?

De tempos em tempos ela precisa mudar de cidade, país, para evitar que se perguntem o porque ela nunca envelhece. Atualmente é de uma singela livraria numa pequena cidade próxima à Nova York.

Quando está prestes a queimar o manuscrito, de um livro não publicado, recebe a notícia: querem publicá-la. Um novo horizonte resplandece em sua vida. Como é bom realizar sonhos!

Devo lhe confessar, – Kelly riu, balançando a cabeça – é reconfortante conhecer uma autora cujo único objetivo na vida é ser publicada. A maioria dos autores que chega aqui e o que eles realmente querem é ser famosos. Não notei isso em você, nem em seu livro.

Jane gostaria de saber o que Kelly diria se soubesse que ela já era uma das autoras mais famosas do mundo, que era, de fato, indiscutivelmente a escritora mais popular de todos os tempos. E que ela queria muito ser publicada novamente

A maioria quer ser Stephen King ou Danielle Steel – Kelly observou –Não sei em que momento os autores decidiram deixar de ser contadores de histórias para querer se tornar celebridades.
p.63
 
Seu livro é publicado, com o atual sobrenome Fairfax. Na mesma semana ele fica em primeiro lugar da lista de bestseller. Nova tiragem de cem mil exemplares é emitida. Jane começa a participar de programas televisivos e encontros de romancistas.

Mas então ele aparece. O sedutor que a transformou. O famoso poeta inglês Lorde Byron. Sim, ele mesmo! Famoso pelos casos extraconjugais e homossexuais, Byron virou vampiro ao namorar um grego. Atraído pela beleza e altivez de Jane, não resiste à tentação de tê-la por toda a eternidade. Mas ao invés de gratidão, ele recebe raiva. Graças à Byron, Jane viu toda sua família e amigos morrerem.

Para piorar uma vampira lunática e invejosa quer escalpelá-la. Quem, dentre todos morre de inveja de Jane Austen?

Charlotte Brontë, odeia Jane. Seu romance Jane Eyre estava em quinquagésimo e tantos, na colocação dos clássicos a serem lidos, enquanto o 'insípido' Orgulho e Preconceito encabeçava a lista.
 
Byron, também, não está nada feliz com Jane e seu distanciamento. Quem sabe ela não cede à chantagem? Ele irá amaeçar transformar às pessoas que ela mais ama, e oops! Quem sabe ele consiegue envolver sexo na chantagem?! Afinal, Jane é bem fogosa, pelo que pôde recordar.

Recheado de humor, Jane Austen – a vampira, de Michael Thomas Ford (Lua de Papel, 304 páginas, R$ 39,90) é imperdível. Somos apresentados ao universo vampírico com tanta sutileza que, encontrar com eles, parecer ser algo corriqueiro.

Ah, adivinhem quem transformou Charlotte em vampira?

Recomendo.


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