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Amizade 2

>> terça-feira, 9 de junho de 2009


Ultimamente recebi várias mensagens de carinho de todas e todos, rs. A amizade é um sentimento realmente poderoso. Eu juro que nunca pensei que fosse fazer tantas amizades através dos livros e das besteiras que posto aqui no blog. É sério, eu era a única que ficava lendo, enquanto minhas amigas só queriam namorar... é lógico que eu também gostava de namorar, mas sempre tive tempo para tudo, e eu sou apaixonada pelo conhecimento, eu acho que nunca devemos nos acomodar com o que conhecemos, eu sempre procuro conhecer outras culturas, outros idiomas, ler livros de autores novos, nunca se sabe o suficiente e nunca é tarde para aprender algo novo. Sou inquieta e gosto de tudo um pouco, me falta tempo para aprender novas atividades, ler mais livros. Sou apaixonada pelos livros de romance, porque é tanta violência e coisa feia que vemos na nossa vida real, que quando eu chego em casa só quero finais felizes, e nos romances água-com-áçucar é uma coisa certeira.

Em uma postagem que eu fiz semana passada, tinha um clip do Milton Nascimento, e logo após vinha um texto do Vinícius de Moraes, eu achei simplesmente divino e gostaria de compartilhar com vocês, meus amigos, o texto na íntegra.


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos .
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, e
nquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese,
dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, c
ai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo, falando comigo,
vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente
os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

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