O destino das Terras Altas- Hannah Howell



Olá, pessoal.

Quanto tempo eu não apareço por aqui, mas hoje venho trazer a resenha do primeiro livro da série Os Murrays, da autora Hannah Howell, O Destino das Terras Altas (Ed. Arqueiro, 2019, 277 p.). O Destino das Terras Altas é uma série medieval que vai nos contar a história dos irmãos Murrays e se passa na Escócia medieval, no ano de 1430.

“(...) a mente é cheia de contradições. Ela nem sempre nos leva na direção certa, nem sempre nos conta a verdade. E nós mesmos acabamos permitindo que ela nos iluda, não importa quão astuto sejamos. Tenho certeza de que você já pensou em varias coisas que não eram nem sábias e nem seguras e, pior, já agiu de acordo com esses pensamentos.”

Nesse primeiro livro conhecemos sir Balfour Murray, senhor de Dubhlinn, e Maldie Kirkcaldy que se conhecem quando Balfour está voltando de uma batalha perdida após a tentativa de resgate de seu irmão mais novo. Eric foi sequestrado por William Beaton, eterno inimigo dos Murrays. E o fracasso do resgate causa muitas baixas a tropa de Balfour, entre os feridos está Nigel, irmão de Balfour, que fica gravemente ferido na batalha e por sorte ou destino Maldie cruza o caminho deles e como é uma habilidosa curandeira e está disposta a ajudar, Balfour sugere que ela siga viagem com o clã para a fortaleza dos Murrays a fim de tratar Nigel.

“Eu a desejo, pensou ele, com uma mistura de espanto e divertimento. O divertimento foi por conta de desejar uma mulher tão pequena, impertinente e descabelada. O espanto pela rapidez e ferocidade com que a desejava, pois nunca quisera uma mulher de forma tão repentina e tão intensa.”

O que Balfour não faz ideia é que Maldie está ali para se vingar de William Beaton, assim como ele. No entanto, Balfour sabe que não pode confiar em uma mulher desconhecida e misteriosa, e que para piorar ele não consegue resistir à intensa atração que sente pela linda Maldie.


Enquanto Maldie cuida dos ferimentos de Nigel, Balfour planeja atacar novamente William Beaton para resgatar Eric e durante esse processo eles irão se aproximar, mas lutar contra os sentimentos que sentem um pelo outro, Balfour não quer colocar seus sentimentos e atração por Maldie, que claramente esconde alguma coisa, acima de suas obrigações como senhor de Dubhlinn, e com a vida de seu irmão caçula em risco é muito perigoso confiar em uma mulher que pode ser uma espiã.


Maldie e Balfour sentem uma atração que os leva um na direção do outro, a forte tensão sexual entre eles pode colocar tudo a perder e eles terão que enfrentar seus dilemas, desconfianças, questões de lealdade, paixão e amor.

“O que vinha nascendo entre ele e Maldie era muito mais poderoso e profundo que luxúria. O que ele ainda no sabia, no entanto, era se aquilo era destino, os primeiros sinais do amor ou uma daquelas paixões raras enofuscanges combate à maioria dos homens sonhava e que poucos experimentavam.”

O Destino das Terras Altas trás ótimos personagens, os protagonistas são tão interessantes quanto irritantes, Maldie e Balfour não me conquistaram como achei que seria incialmente, eu quis muito socar a cara deles em muitos momentos. Queria apenas que autora tivesse desenvolvido melhor outros aspectos dos personagens, como as habilidades de Maldie como curandeira, seria perfeito abrir mais espaço para esse tipo de coisa da época, e aprofundar melhor os personagens. Mas, como é o primeiro livro e já vi por aí que essa série é enorme, relevo esse deslize e espero que nos próximos livros a autora dê mais profundidade aos personagens.


A escrita da Hannah Howell é um pouco arrastada no início e cheguei a achar que o livro não fosse engrenar, mas as coisas vão tomando forma e vai fluindo melhor a cada capítulo. A narrativa é em terceira pessoa, a diagramação é simples, a fonte utilizada é confortável para leitura, os capítulos não começam numa página diferente e apesar de não atrapalhar em nada na leitura não acho esteticamente bonito. A capa é linda, com detalhes em dourado, tem uma fotografia bonita e harmoniosa com a escolha da fonte do título e as cores e tons usados que lembram o pôr do sol, além de carregar a essência do enredo. Quando vi essa capa foi amor à primeira vista e eu só sabia que tinha que ler esse livro.


Então, quando me deparei com essa capa e li a sinopse criei altas expectativas e esperei muito mais da história do que ela realmente foi pra mim, esperava mais intensidade, emoção e profundidade e como foi meu primeiro romance medieval acabei criando uma ideia de que fosse algo no estilo de Outlander (que nunca li os livros, mas amo a série) e apesar de haver semelhanças na trama, não é isso que O Destino das Terras Altas entrega. Independentemente de alguns detalhes aqui e ali que me incomodaram e de sentir que teria uma trama mais elaborada e que poderia ter sido melhor, no geral foi uma leitura boa e válida, uma ótima introdução para a série. Foi uma experiência nova pra mim e eu gostei de conhecer o romance medieval.


O Destino das Terras Altas é um bom romance, com ação, aventura, lutas entre clãs, um amor proibido e perigoso, muita paixão e tensão sexual garantida.


“Ele tinha certeza de que a amava, e isso o aterrorizava. Sentia vontade de se declarar, mas tinha medo de revelar essa fraqueza. Rezava para que ela não fosse espiã, depois desejava que ela confessasse a traição. Desejava que ela fosse embora e morria de medo de que ela partisse.”

Bejinhos e até a próxima! 



Classificação: 4 estrelas ★★★★




 







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