[Resenha] O doador de Memórias - Lois Lowry



Quando penso em distopias sou remetida ao pensamento de mocinhos e mocinhas que se rebeliam contra um sistema imposto, mas o Doador de memórias foge a essa regra, pode ser por isso que estou até agora inconformada com esse livro.

Se você é fã de distopia e está esperando nesse livro uma revolução épica ou algo do gênero? Esqueça! Dito isso vamos a nossa resenha...

Imagine um mundo perfeito, sem dor, sem violência, sem guerra, sem roubos, sem fome. Um mundo totalmente ideal, mas havia um problema, para a criação deste mundo houve a necessidade de apagar o passado e acabar com os sentimentos.
Neste mundo perfeito não existe Amor, Alegria nem Escolhas. Tudo neste mundo distópico é controlado pelos Anciões,  um conselho que com muita rigidez e tecnologia é quem diz sim ou não para tudo.

Todo o ano acontece uma cerimônia para marcar a mudança de idades das crianças, em um ano as crianças ganham novas roupas, em outro ano elas ganham bicicletas e assim por diante. Porém a principal cerimônia é a dos 12 anos onde todos os jovens recebem uma profissão que irão seguir pelo resto de suas vidas. Cuidadores de Idosos, Recolhedores, Operárias, Mães Biológicas, Recreadores, entre outras atribuições Essas atribuições são ordenadas de forma individual, de acordo com que os anciões observaram durante os 12 anos.

Neste mundo futurístico conhecemos Jonas, um rapaz que está para completar doze anos de idade e está super ansioso para descobrir qual será sua profissão.

A comunidade possui apenas um Recebedor e é ele quem treina seu sucessor. Por conta do atual Recebedor estar velho, os Anciões decidiram escolher Jonas para o papel de recebedor de memórias e posteriormente Doador.
Nesse mundo distópico, todas os sentimentos foram apagados do coletivo, restando assim a uma única pessoa a tarefa de carregar essas “memórias” e também apenas essa pessoa é encarregada de "Doar" estas memórias para o seu sucessor e por assim adiante.

O Recebedor de Memórias possui o papel de aconselhamento aos anciões para assim evitar futuros problemas. Por exemplo: Há muitos anos um grupo de cidadãos queria aumentar a taxa de nascimentos com o intuito de aumentar um filho por unidade familiar. Os Anciãos pediram a opinião do Recebedor que usou suas memórias para se lembrar de que problemas poderiam resultar tal decisão, ele se lembrou da fome (sentimento não conhecido por ninguém ali) e consequentemente da guerra e aconselhou a não aceitarem a proposta de aumento nos nascimentos para evitar futuros desequilíbrios.

Com o tempo Jonas começa a questionar o mundo em que vive. Vale a pena abrir mão do Amor, da Alegria, da Felicidade por causa dos problemas? Com este pensamento Jonas começa a descobrir que o mundo perfeito em que vive não é tão perfeito assim e se vê diante de uma encruzilhada onde ele precisará tomar uma decisão muito difícil que poderá mudar a vida de todos.

O livro em si é bom, bem escrito, descrição dos locais perfeitas, mas quando se fala em distopia não tem jeito, fico esperando ação, guerras, revoluções e nada disso ocorre no livro.

Em minha opinião ele deixou a desejar, o protagonista o Jonas é fraco, me deixou querendo mais. Ele poderia ter formado um exército através do conhecimento que ele tinha, ele poderia ter feito uma revolução dentro do sistema, mas preferiu ser omisso. Entendo que o foco da autora, mas não dá gente, não entra no meu cérebro distopia sem revolução...rsrs

O livro é muito bem escrito, mas deixa a desejar em algumas coisas, como por exemplo, como o mundo chegou atá aquela realidade?

Enfim é um livro para aqueles que estão de ressaca literária, precisando abandonar a perda de algum personagem.


















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