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[Resenha] Uni- Duni- Tê - M.J. Arlidge

>> quarta-feira, 9 de agosto de 2017


“Sam está dormindo. Eu poderia matá-lo agora. O rosto dele não está virado pra mim; não seria difícil. Será que ele vai perceber se eu me mover? Vai tentar me impedir? Ou vai ficar apenas feliz por esse pesadelo terminar?”

Se eu pudesse definir esse livro com uma palavra, acredito que seria: CA-RA-LHO, desculpem o termo, só não consigo encontrar outra palavra que expresse o sentimento. Acho que ela definiu bem tanto os pontos positivos, quanto os negativos da trama.

Imagine que você e seu (ua) namorado (a) estão em um cativeiro, mais precisamente uma piscina com aproximadamente 4,5 metros de profundidade, sem água, sem comida, e a sua única esperança de sair deste local é matar a pessoa que está ali com você. Tenso né? Pois é exatamente assim que esse livro se inicia.



Em Uni-duni-tê (Editora Record, 2016, 322 p.) o leitor é apresentado a Helen Grace, uma detetive audaciosa, determinada, excelente naquilo que faz, mas acima de tudo, que comanda a sua equipe com pulso firme, principalmente que ela tem um caso tão intrigante em suas mãos, onde cada segundo pode ser decisivo na vida das vitimas.
“Como fazemos para acordar de um sonho? Quando se está no meio de um pesadelo, como escapamos do abismo?”
A cada novo sobrevivente desse estranho jogo que aparece em sua delegacia, Helen se vê mais envolvida com tudo e aos poucos ela percebe que o critério para a escolha da vitima pode ser muito mais peculiar do que ela poderia imaginar. Com segredos que lutou tanto para esconder, uma suspeita de corrupção pairando sobre seus agentes, com alguns deles se sentindo cada vez mais ameaçados, Helen terá que lutar contra o tempo se quiser deter esse serial killer antes que ele faça mais vitimas.

Já fazia um tempo que eu não lia um suspense desses de tirar o fôlego, então é claro que não pude esconder minha felicidade quando recebi em parceria com a editora Record. Inicialmente, assim que li a sinopse fiquei com o pé atrás, parecia jogos mortais demais, e mesmo que eu ainda não tenha assistido a nenhum dos filmes, pois sempre acreditei que não iria gostar, fiquei com aquela sensação de que ou o livro seria muito bom, ou ele seria extremamente ruim, nada de meio termo.




Sendo assim, iniciei a leitura sem criar muitas expectativas, e logo na primeira página já me vi totalmente envolvida com a trama, e sedenta por respostas que pareciam cada vez mais difíceis de serem encontradas.
“É engraçado, mas, quando a pessoa decidi fazer uma coisa ruim, tudo imediatamente parece melhor. Você se sente leve, eufórica, livre. Ninguém mais sabe o que está planejando. E ninguém pode te deter. É o seu próprio segredinho sujo. Os dias que antecederam aquele feito foram os mais felizes da minha vida.”
Não posso negar que me sinto fascinada por crimes que envolvem um serial killer, ainda mais quando ele aparenta ser tão sagaz a ponto de sequestrar duas pessoas e colocar a decisão na mão deles: matar ou morrer?

Por diversos momentos tentei me imaginar no lugar das pessoas seqüestradas, sem comida, sem água, desesperada, tentando decidir se teria coragem de matar a pessoa que tá ali comigo, com quem de alguma forma eu teria um vinculo, ou se iria preferir morrer. Provavelmente eu morreria na primeira hora levando em conta o quanto sou medrosa.


Não há como negar o quanto o autor foi inteligente e audacioso, ao criar personagens e cenários tão diferentes. É possível sentir o medo e o desespero presente em cada frase, ainda que em alguns momentos eu desejasse que o autor se aprofundasse um pouco mais em alguns detalhes. A narrativa é rápida e fluida, a cada capitulo somos apresentados a novos detalhes da trama.
“Suas mãos eram grossas e peludas e lembro-me de tremer de dor quando enfiou o punho dentro de mim. Eu ainda era virgem, tinha amenas 13 anos. Não tinha sido feita para alguém como ele.”

Acho que nem preciso dizer o quanto os personagens foram bem escritos e desenvolvidos, e mesmo o livro contando com um número tão grande de personagens, cada um deles tem um papel fundamental e em algum momento do livro isso será explorado.

Claro que existe pontos negativos, como o fato de por diversos momentos eu sentir vontade de que o autor se aprofundasse um pouco mais em certos detalhes, e no final do livro senti que esse aprofundamento acabou fazendo falta, pois algumas pontas ficaram soltas. Apesar das pontas soltas o final do livro é satisfatório, e em nenhum momento da pra desconfiar quem de fato seja a assassina, e quando ela é apresentada ao leitor é que as peças desse complexo quebra cabeça começam a se unir.

É claro que eu não poderia deixar de dar os parabéns para a editora Record, a capa ta linda e de certa forma combina muito com a história, o tamanho das letras ta bem confortável, e durante a leitura encontrei poucos erros de revisão.


Enfim, Uni-duni-tê é um livro que vai tirar seu fôlego, hipnotizante, eletrizante e capaz de te prender do inicio ao fim. Mais do que recomendado...
“Tentou engolir a própria fúria. Tentou dormir. Mas a noite era longa, fria e silenciosa.”






















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