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[Resenha] Tudo E Todas As Coisas- Nicola Yoon

>> segunda-feira, 24 de julho de 2017


A resenha de hoje é do livro Tudo e todas as coisas (Arqueiro, 2017, 280 p.) da Nicola Yoon. E antes que eu comece a resenha preciso contar uma curiosidade para vocês. Eu conheci este livro tem um tempo (assim como a maioria de vocês) e quando li a sinopse, me identifiquei muito com a história. Eu acabei comentando com alguns amigos e todos me falaram a mesma coisa: "quando eu vi sobre este livro, lembrei muito de você".

Eu nunca falei sobre isso com ninguém que não seja do meu convívio, mas achei válido compartilhar isso com vocês. Eu sou uma pessoa alérgica desde muito pequena, cresci com isso, tentando levar numa boa (a maioria das vezes, porque nem sempre é fácil). E quando mais velha descobri mais alergias, dessa vez no âmbito alimentar e confesso que é MUITO mais difícil lidar com este tipo de alergia, porque você passou a sua vida inteira (até o momento da descoberta) conhecendo o sabor daquilo que te faz mal.


Depois de muita pesquisa, muita conversa com especialistas, ficou concluído que as minhas alergias é por causa do meu sistema imunológico que é sensível devido ao meu autodesmame precoce. Sim, eu enjoei o leite materno aos três meses de idade e minha mãe sempre me conta como foi difícil fazer com que eu amamentasse (ou só tomasse o leite dela) após esse período.

Agora que eu já compartilhei algo importante sobre mim, vou falar porque este livro se tornou um forte candidato aos meus melhores lidos este ano e a minha relação de empatia com a Madeline Whittier. Ela é uma garota de dezoito anos que nunca saiu de casa, pelo menos não que se recorde. Ela desconhece o mundo que nós conhecemos e vivemos, pois desde bebê ela tem uma alergia muito severa ao ar e não pode sair em hipótese alguma de casa.



"Posso ver o início e o fim dos tempos. Dali, posso ver o infinito. Pela primeira vez em muito tempo, desejo mais do que aquilo que tenho."

Tudo o que ela viu sobre o que está do lado de fora foi pela tv, pela internet ou pelos livros. A Madeline é extremamente esperta e bate uma tristeza saber que ela não pode ter as mesmas experiências que uma garota normal da idade dela. E só piora/melhora (depende do ponto de vista) quando os novos vizinhos chegam. Ela vê através da janela que é uma família com 2 filhos adolescentes e o menino é o que te chama atenção. Pena que ela não pode fazer amigos.

Ainda não falei, mas a Madeline mora com a mãe, que é médica, e durante o dia ela fica com a enfermeira, Carla. Seu pai e seu irmão faleceram em um acidente quando ela tinha cinco meses. Ela não se lembra deles, mas sabe do amor que eles tinham pela família. Pouco depois ela foi diagnosticada com uma doença grave, que transformaria a sua vida e da sua mãe para sempre. Seriam o mundo uma da outra, protegeriam uma a outra, teriam uma relação linda, de fazer inveja para qualquer mãe de adolescente.


Então ela passa a observar com mais curiosidade a vida dos seus novos vizinhos, sabe das suas rotinas, dos seus horários. Principalmente do menino, que ela descobre se chamar Olly, ele não tem uma rotina definida e isso que a deixa mais curiosa sobre ele, que tem um ar misterioso. Que gosta de ficar no telhado. Que briga com pai e o por quê ele faz isso? São muitos questionamentos que a Madeline tem sobre o Olly. Ele também a observa e ela sabe disso.

"Em duas semanas, minhas células não terão nenhuma lembrança da mão do Olly na minha, mas meu cérebro vai se recordar. Podemos ter a imortalidade ou a lembrança do toque. Mas não podemos ter as duas coisas." 

Alguns acontecimentos breves depois, eis que eles se tornam amigos virtuais, trocam e-mails todas as noites entre 20h e 3h da manhã. Papo vai, papo vem, curiosidades descobertas, segredos vão e vem também. Ele quer conhecer a Maddy pessoalmente, mas já sabe que ela corre um certo risco pela sua doença. A Carla (fada madrinha da história) aceita que eles se encontrem no solário desde que não tenham contato. Cumpriram o combinado e ele pode voltar mais vezes. Maddy ainda não estava satisfeita, ela queria mais. Muito mais. Agora que Olly frequentava a sua casa ela se sentia como se estivesse lá fora. Mas ainda precisava saber e sentir como era estar lá fora.

"Ele tem gosto de caramelo salgado e luz do Sol. Ou do que eu acho que é o gosto de caramelo salgado e luz do Sol. O gosto dele não é parecido com nada que eu já tenha experimentado, como a esperança, as possibilidades e o futuro."


Eis que ela tem a brilhante ideia de fugir de casa, para se testar, para se conhecer e conhecer o que perdeu em dezoito anos. A partir desse momento acontece muitas reviravoltas no livro e eu fiquei muito orgulhosa da Madeline Whittier. E mais orgulhosa ainda pela Nicola Yoon ter criado um personagem tão forte e ao mesmo tempo sensível, a Maddy é doce, inteligente determinada. E eu fiquei impressionada em como a Nicola conseguiu colocar tantas curiosidades esclarecedoras que encaixou perfeitamente com os diálogos. Quando você lê um livro da Nicola, não é apenas uma simples leitura, é uma aula e seu lado aluno desperta e presta atenção para não perder a explicação do professor.

Eu nem preciso dizer que é um livro que eu recomendo super, não é mesmo? Eu sei que o filme já saiu, mas por favor, leiam o livro -de preferência antes- , prometo que não irão se arrepender.



















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