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[Resenha] As Cores da Vida- Kristin Hannah

>> segunda-feira, 30 de janeiro de 2017






Olá! Tudo bem com vocês? 

Estive ausente nos últimos dois meses e já estava sentindo falta de compartilhar com vocês minhas impressões acerca dos amados livros. Portanto, venho hoje falar sobre uma história que eu adorei ler. O livro é da autora Kristin Hannah, que já é conhecida por sempre enternecer seus leitores através de enredos profundos e reflexivos. (Editora Arqueiro, 352 páginas, livro As cores da vida).

A história se passa nos anos 90, a trilha sonora é composta por AC/DC, Aerosmith, Led Zeppelin (que por sinal, é uma das minhas bandas favoritas), o cenário é uma cidadezinha rural – Oyster Shores, NY, EUA -, e o enredo é daqueles que nos inspira a observação.


A história é sobre a tradicional família Grey, que é constituída por um pai apático e rigoroso e que tornou-se mais endurecido após a morte de sua esposa; E suas três filhas, sendo na ordem de nascença: Winona, Aurora e Vivi Ann. (Quero registrar aqui que nas primeiras páginas eu tive um pouco de dificuldade para ler o nome “Vivi Ann”, assim, escrito separado. Estou acostumada com o nome “Vivian”, tudo junto. Rs!) 

As irmãs, embora tenham por diferença de idade pouquíssimos anos, são mulheres com personalidade irrefutavelmente diferentes. Inclusive, na descrição da escritora, até mesmo as características físicas dessemelham-se. Vivi Ann é a loura-diva, cuja pessoalidade não tem nada a ver com o jeito certinho que suas irmãs moldaram a vidas delas. Vivi é mais livre, mais destemida e, sendo assim, demora um pouco a mais para encontrar um caminho para seguir na vida.

Aurora é traçada como bonita, mas nada estonteante como diz-se ser a caçula. E seu temperamento condiz com sua condição de irmã do meio: é a pacificadora, a mais equilibrada das irmãs. Casada com um médico de nome Richard, Aurora teve gêmeos e vive com seu instinto maternal aguçado, cuidando de todos a sua volta. 

Winona é a mais velha, a que escolheu a profissão como prioridade de vida e foi bem sucedida. Advogada é bem quista por todos na cidade, entretanto não é satisfeita com seu corpo, levemente acima do peso e nem com sua relação amorosa, que no caso é nenhuma. 

Estas três sempre tiveram umas as outras, nutrem uma amizade firme e um amor enorme de família. Cada uma construiu uma historia diferente para suas vidas, no entanto, jamais se separaram, mesmo com os rodeios que Vivi Ann participa- e na maioria das vezes, vence- ainda que Aurora tenha formado uma família e Win possua bastante trabalho em seu escritório e negócios, elas sempre arranjaram tempo para estarem juntas e participarem das tradições familiares.




Como cidadãs do interior, as irmãs Grey sempre cuidaram da reputação, das próprias e da família, de um modo geral. Os Greys sempre foram exemplo de tudo que uma família prestigiosa tem que ter: condições financeiras, confiança, amizade e amor. Contudo, como absolutamente nada dura para sempre, as eventualidades da vida começam a surgir: o rancho da família vai mal, Luke Connelly, antigo amor do passado de Winona reaparece, e no processo se encanta por sua irmã mais novinha, até mesmo o casamento perfeito de Aurora começa a pifar de vez em quando.

No entanto, quando um homem desconhecido e impenetrável aparece em Oyster Shores, mais precisamente para trabalhar como peão no rancho dos Greys, e as situações inesperadas acontecem na rotina dos protagonistas, é que a solidez da união dos Greys começa a ser testada.

A chegada de Dallas Raintree torna-se um divisor de águas. O enredo começa a ficar ainda mais interessante e os episódios que passam a surgir na trama, nos faz avaliar, pesar... Enfim, analisar nossos valores, mas também nos faz perceber que algo ou alguém pode ser significativo pra uns e não ter a menor importância para o outro. Serão diversos acontecimentos intrigantes, a partir da chegada de Dallas, que colocarão em prova questões familiares, valores pessoais e a cada capitulo após, será uma lição de vida.

Esta ficção trata de assuntos reais e pertinentes, tais como o amor, ódio, arrependimento, fé e perdão. Sobretudo, estende-se quanto a força do vínculo que, costumeiramente, existe entre irmãos.




As cores da vida trás cenas encantadoras. Os muitos momentos em que as irmãs se juntam pra tomarem sorvete, a boa vontade de Aurora para ajudar; o vigor para com a vida de Vivi; a resiliência de Win. Os instantes de Vivi, no celeiro ou passeando, com sua égua Clem são passagens bem bonitas, especialmente para quem gosta/tem algum animal.

Ainda assim, são momentos que nos farão lembrar que ninguém tem nas mãos as rédeas das suas próprias vidas. E, infelizmente ou felizmente, quaisquer que sejam as circunstâncias em que nos encontremos, elas provavelmente irão mudar.

O livro é relatado na terceira pessoa, por vezes alternando para as perspectiva de Vivi e Win. Devo avisar que ocorre uma passagem de anos considerável na narrativa.

E a medida que o tempo passa, podemos entender que o importante não eram os rompimentos na corrente, mas os elos.

Por hora, fico por aqui, com um trecho para vocês refletirem:
“ Se havia uma verdade que Vivi Ann conhecia muito bem, era de que a perda, assim como o amor, tinha um começo, mas não um fim.”

Abraços, Nanda













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