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[Resenha] Essa Luz Tão Brilhante- Estelle Laure

>> segunda-feira, 10 de outubro de 2016


"Explique qual é o objetivo de viver se você não estiver disposta a lutar pelas verdades do seu coração, a correr o risco de se machucar. Você precisa ter fúria"


Olá pessoas!! Tudo bem com vocês?

Antes de começar a resenha, preciso dizer que 2016 está sendo um ano de leituras muito reflexivas para mim. Eu raramente me emociono (ou me permito emocionar) lendo, só que a história de Lucille é aquele soco no estômago que às vezes a gente precisa sentir para por as coisas (da nossa cabeça, ou até mesmo da nossa vida) em ordem.

Então vamos a resenha, que eu estou agarrada num amor por esse livro que não consigo nem explicar. E prometo que serei o mais objetiva possível.

Lucille é uma jovem de 17 anos, que vê sua vida dar um giro de 180 graus quando seu pai agride sua mãe e é internado em uma clínica de reabilitação. Até então, tudo ok. Ela ainda tinha sua mãe, sua irmã Wren, sua melhor amiga Eden e ainda nutria uma paixonite aguda pelo irmão gêmeo de sua melhor amiga, Digby.

Até o dia que sua mãe resolve tirar férias. Lu (a íntima mesmo, porque é como se agora ela fosse uma pessoa da minha família) já sentia que ela não voltaria, pelo menos não por enquanto. Sem pai, sem mãe, sem dinheiro. Porém, ainda tinha Wren, Eden e sua paixonite por Digby era algo que a mantia com energia para enfrentar o que viesse.

"Eu gostaria que as minhas últimas lembranças da mamãe fossem de alguém que eu reconhecesse, de alguém que tivesse um comportamento que eu conseguisse prever."

E vou te contar, não foi poucas e leves a forma como as ondas bateram nela não. Mas a gente aprende a brotar forças de onde nem imaginava que pudesse ter na hora da dificuldade. Pelo menos ela e Wren tinham uma casa para morar e um carro, mesmo que velho, era de grande ajuda.

Eis que aparece Shane, a nossa segunda anjo da guarda da Lu, aquela que enxergou a dificuldade e ofereceu uma porta de saída, um emprego.


Não era nada tão uau, mas garantia o pagamento das contas e o que sobrasse iria para a alimentação delas. Só que tinha um problema: o trabalho seria à noite e quatro vezes por semana. Quem ficaria com Wren enquanto ela estivesse no trabalho? Eden tinha ballet e seus pais ainda não sabiam que sua mãe tinha ido embora e seria melhor que eles não soubessem por enquanto. Eden até que ficou no começo, mas o fato dela faltar as aulas de baller começou a comprometer seu rendimento.

Eis que aparece nosso terceiro anjo da guarda, aquele por quem ela nutria uma paixãozinha, coisa de adolescente, Digby. Ele se propôs a ficar com a Wren enquanto ela trabalhava.

Por enquanto, tudo caminhando para o mais próximo e menos turbulento que ela conhecia da palavra normalidade. Até que aparecem comidas nos armários da cada delas e quem as colocou lá? Digby fica preocupado por mais pessoas saberem da situação de Lucille, Eden, a romântica incurável acredita que as pessoas são capazes de fazer bondade no mundo. E claro Lu surta com os dois.

"Todo mundo é louco, gata. A gente aprende isso depois de um tempo. Só muda o tipo de loucura e o fato de a pessoa querer ou não se entregar."

Sem mãe, sem pai, sem Eden. Agora o mundo realmente está desmoronando. Ela ainda tem Wren e tem Digby, que apesar do surto dela, tem coração enorme e entendeu que era muita coisa realmente para ela associar.

Wren crescendo, ela sem notícias da mãe, coisas aparecendo na sua casa, sua melhor amiga que resolveu ignorá-la e algo acontecendo entre ela e Digby que ainda não tem difinição.

De tudo o que aconteceu Lucille aprendeu que as pessoas sempre sabem dos segredos que a gente acredita manter escondido. Que as pessoas que realmente se importam com a gente, está sempre ali, mesmo que não tenhamos um contato maior com elas. Ela aprendeu também que as pessoas são incríveis e que apesar das dificuldades, coisas boas podem acontecer. Só é possível ver o arco-íris, se estivermos dispostos a esperar a tempestade passar.
"Segredos não são nada bons. Acho que todo mundo tem um. Ou tem coisas que não quer revelar sobre si mesmo, por não estar pronto. Algumas coisas continuam especiais por mais tempo quando ficam guardadas com a gente, mas outras apodrecem quando a gente não pode falar..."

Como eu disse, é um livro lindo e acreditem, falei muito e ainda assim não dei spoiler nenhum. Embora Essa luz tão brilhante seja um livro curto, a impressão que a gente tem quando estamos lendo é de que estamos mergulhando em um oceano. A complexidade com que as coisas acontecem neste livro é tanta que eu poderia falar aqui por um bom tempo, e ainda assim, não conseguiria passar o que ele representa.

O que me acalma é saber que vai ter continuação (a Estelle Laure já está escrevendo) e que eu surtarei até o lançamento de But Then I Came Back aqui no Brasil.


"Memórias escapam, sabe, se a gente não achar um jeito de fazer com que elas permaneçam."

Espero que tenham gostado da resenha, um beijo enorme e até a próxima!!

























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