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[Coluna] Música & Livros

>> quinta-feira, 25 de agosto de 2016



Olá pessoas! Tudo bem com vocês?

Mais um post da coluna no ar e dessa vez eu tenho o orgulho de falar que vamos conversar sobre algo mais íntimo.

Calma, aposto que assim que vocês leram a palavra 'íntimo' e deram uma conotação sexual ao assunto, acertei? Relaxa, é da nossa natureza rotular tudo e todos pela forma que interpretamos o que foi dito e não o que realmente as pessoas dizem.


Alguma vez vocês pensaram na possibilidade de ser alguém diferente do que são hoje? Justamente por causa da forma que as pessoas o rotulavam, Rafe, o nosso protagonista do livro Apenas um garoto, do autor Bill Konigsberg, decidiu que mudaria de colégio, de cidade, para que ele pudesse ser alguém livre do rótulo de garoto gay, como se ele não tivesse capacidade de ser/fazer outras coisas por ser gay.

Decidido, ele se mudou para Natick e foi estudar em um colégio preparatório só para meninos. Seria uma tarefa um tanto quanto difícil para ele, uma pessoa totalmente confortável com sua sexualidade, que saiu do armário há tempos, que tinha pais super compreensíveis e que o amava muito, além de Claire Olivia, a única pessoa além dos seus pais que o entendia e o amava muito.

Esse é aquele tipo de livro que faz a gente pensar muito e sobre tudo. Tanto que comentei com a minha mãe e reforço aqui o comentário é que esse livro deveria fazer parte das leituras "obrigatórias" dos colégios. Os questionamentos que o Rafe faz sobre a sua sexualidade pode ser a dúvida da maioria dos jovens que não sabem como sair do armário. As escolhas que ele faz para ser um não-gay em Natick é tão perfeita (e egoísta) na cabeça dele que acaba não pensando nas consequências que pode trazer para as pessoas próximas.

Como as músicas do Troye Sivan caem perfeitamente com uma luva com todos os momentos do Rafe. Os do passado, que são retratados nas redações que ele escreve como se fosse um diário a pedido do professor Scarborough, uma forma que o professor encontrou de entender o motivo pelo qual ele não quis revelar sua verdadeira identidade, e os atuais que são as coisas que ele está vivendo no colégio. Separei quatro músicas que correspondem com todos os Rafes que eu tive o prazer de conhecer. E são elas:

Wild


Essa música representa bem como começa o livro, e o começo em Natick, fazendo descobertas, conhecendo novas pessoas e como ele se sente livre, leve e ele mesmo. Até para o grupo de atletas ele entra, logo no primeiro dia.

Fun



É tocar Fun que eu lembro automaticamente do Rafe livre, do Rafe melhor amigo/irmão da Claire Olivia. Os dois são tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais. O fato da família deles super aceitarem quem o Rafe sem contestar é sensacional. Os pais dele são pessoas hilárias. Se todo homossexual tivesse pais como os de Rafe, eu juro que o mundo não seria tão pesado como é hoje. Eu ri horrores com as tentativas da Opal de fazer jantares/almoços com animais de tofu. Por ex.: leitão assado de tofu. peru de tofu. Enfim, uma viagem!!   


for him.


Para o melhor do Bromance de todos os tempos!! Sério, eu nunca imaginei que Ben e Rafe seriam amigos algum dia e ainda digo mais, melhores amigos. Ben tem uma mente aberta, anseia por novos caminhos. E de preferência longe do seu pai. Tinha seu tio, antes e após ele falecer, como exemplo de pessoa a seguir. E isso meio que liga a amizade dele com Rafe. Como Ben não sabe da verdadeira sexualidade de Rafe, acredita que o amor que eles sentem seja Ágape, o amor transcendental. Mas Rafe sabe que para ele é Eros, o amor sexual. Só quem está lendo percebe que o amor deles é a linha tênue entre as duas coisas. Os dois juntos são tão lindos. Shippei real!! Mesmo que Ben não admitisse que sentimento era aquele, eu shippei mesmo assim. #Benafeerareal

"Eu gostaria de pensar no que temos como ágape. Um amor maior. Algo que transcende. Algo que não tem sexo nem fraternidade, mas duas pessoas que se conectam de verdade."

Cool



É a trilha para os momentos que ele, Toby e Albie passam juntos. Albie é o colega de quarto de Rafe, uma pessoa bem estranha, fissurada por realities de sobrevivência e programas policiais, além de muito, mas muito bagunceira. Tem como melhor amigo, o Toby, um rapaz gay que quebro u paradigmas ao se assumir homossexual em um colégio preparatório masculino. As cenas entre eles no início do livro são poucas, mas crescem ao longo que eles vão se conhecendo melhor. Um fofo!

E como nem tudo nesta vida é um mar de rosas... Mas não vou falar sobre isso porque odeio ser estraga prazeres e dar spoilers. Só digo uma coisa ~ou quatro~: é linda, é emocionante, é questionadora e cheia de ensinamentos. Portanto, deixo a última música para vocês:

Lost Boy



Eu espero que vocês tenham gostado, tenham entendido a mensagem de que não importa o que as pessoas queiram que a gente seja, devemos ser SEMPRE aquilo que está em nossa essência. Não importa a sua religião, o time que você torce, sua filosofia de vida, sua sexualidade, a forma como você se veste ou usa seu cabelo. Não seja rotulador para que não sejas rotulado. Uma lição que o Rafe passa é que nós devemos deixar de ouvir coisas advindas de pessoas com pouco amor no coração e que não tem nada a nos oferecer. 

Um beijo enorme, cheio de amor e autoaceitação para vocês.  E até a próxima!!
























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