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[Resenha] A rainha normanda - Patricia Bracewell

>> quinta-feira, 17 de março de 2016



A Rainha Normanda, de Patricia Bracewell, (386 páginas, Editora Arqueiro,2015) já começa forte e intenso! Emma é uma menina que precisou aprender desde cedo a viver e a se virar no mundo, com 15 anos ela se vê obrigada pelo irmão a se casar com AEthelred, o então rei da Inglaterra, um homem velho, sem pudores e muito, mais muito violento, que por sua vez já tinha 11 FILHOS, todos com o único objetivo suceder o pai no trono da Inglaterra, nesse cenário Emma atravessa o mar estreito após ser traída pelo irmão para um lugar que ela não conhecia ninguém,. 

Confesso que esse livro me deixo muito incomodada mesmo. Emma sofre vários tipos de violência por parte de varias pessoas, inclusive do marido, o que é algo doloroso e destruidor, e pior, depois ela ser violentada por este, ela ainda tem que tratá-lo como se nada tivesse acontecido, e ate ter que gerar um filho dele. Ainda tem que ser obediente aos desejos do marido, por conta dos interesses do irmão, homem que a negociou como um pedaço de carne qualquer onde seus interesses foram colocados acima dos dela. Isso tudo sem perder sua sanidade e a ternura sim porque se por ventura ela fosse rude e seu marido reclamasse se ele a deixasse a única culpada seria ela, para a igreja, sociedade, sua família... 

O livo foi escrito em terceira pessoa o que o deixa dinâmico e instigante, em cada capítulo ele tem um olhar diferente, isso foi algo que achei muito legal porque torna a leitura dinâmica. Em cada um deles você vê as motivações dos personagens e vai entendendo os porquês de cada um, por exemplo o porquê de AEthelred ser tão perturbado (tenta viver com o espectro do irmão assassinado te atormentando de culpa...), os interesses de Lady “piriguete” Elgiva, filha do conde de Nortumbria; consegue entender as dúvidas e sentimentos de Emma quanto a tudo o que a rodeia no novo mundo do qual começou a fazer parte, seu amor platônico, e os ideais de Athelstan, filho mais velho do rei e herdeiro óbvio à coroa. 

Apesar de se tratar de uma obra em partes fictícia, a autora foi muito fiel aos acontecimentos da época, sinceramente acho que eu não teria aguentado nem um terço do que essa menina aguentou... 

Estou ansiosa pela continuação desse livro. Ah ja ia me esquecendo a Editora esta de parabéns pela capa, ficou linda muito bem feita mesmo. 

Bjs e ate a próxima.
















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