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Ligeiramente Casados - Mary Balogh

>> sexta-feira, 29 de janeiro de 2016



"Uma coisa sobre os Bedwyns – falou Aidan – é que não amam facilmente, mas quando amam é com muita intensidade."
Hoje venho falar sobre o livro Ligeiramente Casados (Editora Arqueiro, 2015, 288 páginas), nele conhecemos o lorde Aidan Bedwyn, um coronel austero e honrado, um homem sério e valente. Ele não é um daqueles mocinhos que nos cativa de imediato, nosso protagonista da vez realmente não tem carisma nenhum. Suas feições são duras e ele também não é descrito como o mais bonito dos homens, no entanto, a sua humildade fica evidente logo nas primeiras páginas. O coronel é uma pessoa bondosa e esta característica é evidente durante todo o enredo do livro. Em muitas circunstancias nosso mocinho demonstra empatia pelos demais. E isso, neste caso, é o suficiente para nos fazer gostar muito dele. Aidan é um homem grande, alto e de ombros largos, possui os lábios finos e um nariz aquilino, além de manter sempre a expressão severa, portanto, tudo influencia para que ele seja temido por todos. Além, é claro, de ser irmão do duque de Bewcastle.

Quando o coronel encontra um dos seus subordinados caído no campo de batalha após uma guerra vencida, ele vai até a vitima que está gravemente ferida, e lhe oferece ajuda, para que ele tenha algum conforto na hora de sua morte, e então, o capitão Percival Morris, em seus últimos suspiros pede para que o coronel avise pessoalmente a irmã dele e a proteja. Lorde Aidan, faz uma promessa a Percival: que cuidará de sua irmã custe o que custar...

Boatos sobre o final da guerra já se espalham e Eve, aguarda ansiosa o retorno do seu irmão. Nossa protagonista é uma típica moça do campo. Eve é doce, romântica e ingênua. Ela nutre uma paixão antiga e proibida pelo filho do conde de Luff, mas por ser de classe social inferior a de John, eles não puderam se casar. Embora Eve Morris tenha uma vida tranquila e feliz junto dos demais membros da sua família, ela tem um prazo para se casar e conseguir herdar legalmente a propriedade e fortuna de seu falecido pai, e com a morte do seu irmão, a situação se complica e nossa querida tem apenas alguns dias antes que o prazo termine e ela seja despejada.

O primeiro encontro de Aidan e Eve não é nada romântico, também não poderia ser, dada a situação. Nossos mocinhos não sofrem aquela costumeira atração avassaladora a primeira vista, e, confesso: nem a segunda ou terceira. O sentimento deles vai crescendo aos poucos. Por causa das manobras da vida, eles tem a oportunidade de conviver e assim conseguem se conhecer melhor. Mesmo não sendo um romance arrebatador, o livro me arrancou muitos suspiros, pois apesar da personalidade rígida de Aidan, ele é romântico e cavalheiro e não mede esforços para proteger e cuidar da mulher amada.

O livro é narrado na terceira pessoa, variando entre os pontos de vista de Eve e Aidan. Eu acredito ser importante para o leitor quando o livro é narrado desta maneira, pois assim conseguimos conhecer melhor os personagens. A autora descreve os cenários com uma riqueza de detalhes, que é como se estivéssemos passeando pelos parques e vales de Oxfordshire, ou até mesmo participando das festas e bailes na capital da Inglaterra.

Ligeiramente Casados é o primeiro livro de uma série que irá falar sobre os irmãos Bedwyn. Os demais personagens não são muito explorados, porém, e o enredo fica em torno do casal principal. 

É uma boa leitura para os dias frios, chuvosos e tomando uma bebida doce e quentinha... É um romance gostoso de ler, sem muita maquinação, vilões perigosos, e etc. Há altos e baixos, maldades e imprevistos, como a vida. Mas nada destas coisas de forma exagerada... Ah! E o final, é surpreendente.

Atualmente a Arqueiro já lançou o terceiro livro da série. Eu estou ansiosa para ler o segundo. Alguém aqui já conheceu algum Bedwyn? Conta para gente...
"Existe algo infinitamente melhor do que felizes para sempre. Há a felicidade. Que é algo vivo, dinâmico e tem que ser cuidada a cada momento pelo resto de nossas vidas. É uma perspectiva muito mais empolgante do que a ideia tola e estática de um felizes para sempre. Não concorda?"

Abraço, Nanda.

















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