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[Resenha] Mosquitolândia- David Arnold

>> terça-feira, 13 de outubro de 2015



Passei a vida escalando encostas, vasculhando os quatro cantos da Terra, procurando desesperadamente algum outro ser humano que me entendesse. E acho que, se conseguir encontrar isso, vou encontrar meu lar. 

Olá pessoas! Tudo bem com vocês? 

Por aqui com muitas saudades, mas aos poucos tudo volta ao normal. Então, hoje (para matar as saudades que eu estava de vocês e vice-versa) vou falar de Mosquitolândia, do David Arnold. 
Primeiramente, furei uma longa fila para ler esse livro no feriado (de Setembro) mas não me arrependo de ter feito isso, não foi só a capa ou a sinopse que me fez pegá-lo, foi a necessidade de sentir mais ou menos o que a protagonista do livro estava sentindo ao pegar estrada no feriado. 

Bom, logo no início a personagem Mim Malone planeja uma viagem para passar o feriado do Dia do Trabalho (esse ano coincidiu com o nosso 7 de Setembro) com a mãe que mora do outro lado do país e como era uma espécie de tradição, ela resolveu arriscar. Esse é daqueles livros cross-road que cada imprevisto a gente aprende e leva pra vida. Sabe quando achamos que o perfeito é bonito? E na verdade o errado nos ensina que tal perfeição não existe e a beleza está nas pequenas coisas? Então, a Mim vivenciou isso. 

Não posso esquecer de comentar as cartas que ela escreve para Isabel e como essa foi uma das minhas partes prediletas do livro, pois era perfeitamente palpável que ali era uma válvula de escape dela. A tia que tinha depressão a ensinou que escrever era o melhor remédio e sempre que ela ficasse triste, ou tivesse um motivo (mesmo que nenhum) a escrevesse. 

"De todo jeito, você devia escrever. É melhor do que sucumbir à loucura do mundo... É melhor que tomar remédios." 

Os pais dela se separaram e um tempo depois o Sr. Malone casou-se com Kathy, a garçonete do café e se mudaram de Cleveland para ..., a Mosquitolândia. Relaxem, não é spoiler. Na verdade, do tanto que ela fala sobre isso, me surpreendeu não estar na sinopse. Voltando... Mim não aceitou bem todas essas mudanças e a relação com o pai que (quem leu/for ler nota que ele não é uma pessoa muito equilibrada) já não era lá das melhores, desandou quase que de vez. 

Antes de terminar essa resenha eu tenho que falar de Walt e Beck. As duas pessoas mais amores da face da Terra. Sério, raríssimas foram as vezes que eu vi personagens com síndromes de Down em um livro e a inocência de Walt é tão doce e linda que não tem como você não se apaixonar por ele. Por outro lado, tem a beleza, o sorriso encantador e os belos olhos verdes de Beck, o dono de uma paz de espírito, inteligência, das sacadas rápidas. Sabe amor de ônibus? Aquele que você encontra o amor da sua vida, mas aí você ou ele descem na próxima parada? Então com Mim e Beck aconteceu exatamente isso. Porém o destino, Ah o destino colocou um no caminho do outro e foi pra sempre. E não estou falando no sentido amoroso. 

O nome dele é Beck, e ele é lindo, inteligente e gentil. Ele desafia meu espírito enquanto conforta todo o resto. Beck está me ensinando a ser alguém melhor, e, quando a gente encontra alguém que desperta esse tipo de inspiração, não larga mais. 

Esse livro em alguns aspectos me lembrou Eleanor & Park com Cidades de Papel, talvez porque eles fossem adolescentes, então tem toda a história da inocência, das referências musicais, dos problemas familiares, dos verdadeiros amigos, de viajar para encontrar alguém e chegar ao fim do destino para perceber que o trajeto em si foi mais importante. 

Abençoado seja o Deus da continuação desse livro (se é que ele existe) pois ele terminou com cara de promessa para continuar. Eu queria deixar declarado aqui o meu apreço pela escrita do David. A forma como ele escreveu o enredo, a gente tem uma noção do que é a Mary Iris Malone e o que passa na cabeça dela, sem perder o foco. Ele nos deixa envolvidos e ansiosos ao mesmo tempo. Essa sensação de ler algo que reflete na sua vida, é maravilhosamente positiva. No meu ponto de vista quando isso acontece, o autor supera as expectativas e posso dizer que o David superou as minhas. Eu sei que ele não vai ler isso que eu escrevi, mas eu tinha que falar pra vocês terem uma noção do quão bom ele é. 

Quando nasceu, você chorou enquanto o mundo se deleitava. Viva a vida de modo que, quando morrer, o mundo chore enquanto você se deleita. 

Espero que tenham gostado da resenha, um beijo enorme pra vocês e até a próxima.
Câmbio e desligo,
Lailie Winne, 
Eterna aprendiz da vida. 
 
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