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Resenha: Princesa Mecânica - Cassandra Clare

>> sábado, 8 de novembro de 2014

"E milagres não se questionam, nem reclamamos quando não são exatamente como gostaríamos." 
Eis que venho hoje fechar o ciclo da trilogia Peças Infernais com a resenha de Princesa Mecânica (Galera Record, 336 páginas R$ 40,00) e falo sobre esse desfecho com um sentimento de saudade, melancolia e um aperto no coração. Fiquei vários dias após terminar esse livro, com a leitura e o mundo da trilogia sem sair da minha cabeça. Como falei na resenha do primeiro livro, li os três seguidamente e apenas em um final de semana, tamanha era meu envolvimento e curiosidade sobre os livros. E tive uma baita ressaca literária, além de uma grata surpresa, pois iniciei a leitura de Peças sem ler nenhuma sinopse para não me influenciar, ouvi opiniões positivas de vários colegas e blogs sobre ela, mas eu sinceramente não imaginava que eu fosse gostar tanto. Vamos então falar mais sobre Princesa?

Como vimos nos livros anteriores,primeiro fomos introduzidos no enredo da trilogia, conhecemos os personagens, a época e a trama principal da série. Depois sofremos com algumas descobertas em Príncipe Mecânico, que trouxe uma enorme tensão emocional e agora em Princesa vem o desfecho, o ápice de tudo. Iniciamos com Tessa ainda desconhecendo o motivo de sua existência e quem ou o que ela realmente é. Mas o único que tem as respostas para suas perguntas é seu maior inimigo, Mortmain. O terrível homem por trás dos autômatos infernais que causaram um grande terror nos livros anteriores. 

Mas além de enfrentar o mal causado por Mortmain, Tessa tem que enfrentar os dilemas de seu coração, culpa do bendito triângulo amoroso que a Cassandra criou, lembram? E gente, como eu já disse em outra resenha, eu não gosto de triângulos e a Cassandra Clare não tem dó nem piedade. Noiva e prometida à Jem, Tessa agora se vê dividida que conhece o que Will sente verdadeiramente por ela, se encontra impedida de demonstrar qualquer afeição por Will, e fazer com que ele perceba que ela também o ama. Mas o pior é que Jem está cada vez mais doente, e sua droga demoníaca está acabando e Tessa jamais faria algo que deixasse ele infeliz. Os três se amam e é um amor tão sem medida que não deixa espaço para ciúmes. O amor e amizade que Will e Jem sentem um pelo outro é tão verdadeiro, tão natural, tão intenso que em momento algum se nota rivalidade entre os dois, em disputa pelo amor de Tessa.
Na verdade, terei que abrir um parentese bem grande aqui sobre esses dois ( nessa série eu conheci uma das relações mais sincera e forte que eu já vi ser desenvolvida em um livro. Para mim, isso é o fator que mais teve importância na série, mais que o amor que os dois sentem pela Tessa, mas que o perigo que Mortmain traz. São deles as cenas mais bonitas que li e culpo eles por muitas lágrimas que derramei, é como se o laço parabatai tivesse tornado-os um só, duas metades que se completam. A Cassandra foi muito sábia ao retratar essa relação tão rara.)

Voltando agora ao enredo do livro, durante todo o livro um dos enigmas para mim foi se Jem sobreviveria e quem finalmente Tessa escolheria. Claro que mesmo achando os dois garotos maravilhosos eu tinha minha torcida e nem preciso aqui dizer para quem não é?!

Princesa Mecânica também é o livro das revelações, de despedidas emocionantes e o desfecho dessa trilogia que me encantou.E confesso aqui que nada do que imaginei aconteceu, talvez só uma coisa na verdade... A Cassandra me surpreendeu em todas as revelações e decisões tomadas, inclusive nas amorosas. Quando finalmente se revela qual o mistério sobre Tessa, para mim se encaixa, faz sentido, percebe-se mais uma vez como a autora já tinha tudo orquestrado em sua mente desde o início.  Mas confesso que nem tudo foi perfeito, sabem... fiquei dividida em algumas resoluções que a Cassandra tomou, foi bom e doloroso ao mesmo tempo. E tem tanta coisa para se contar, para resenhar que eu teria que escrever umas cinco páginas para relatar. E algo é certo e não tenho como negar, teve cenas tão lindas, diálogos com emoções tão fortes que chorei litros.
Existem coisas que nenhuma magia pode destruir, porque elas mesmas são um tipo de magia.”
Nesse livro não senti como se a autora estivesse correndo contra o tempo para nos revelar tudo ainda não descoberto ou para fechar as pontas soltas dos laços. Como geralmente acontece com a maioria das séries ( Estilhaça-me é uma das delas). A Cassandra discorreu com inteligência e talento sobre a necessidade de escolher o próximo, colocando-se de lado, sobre a luta para superar o preconceito quanto ao papel do poder feminino, a vontade de ser reconhecido por seus atos e não por sua família, o nascimento de novos amores e novos casais, até mesmo superando diferenças sociais. Gostei muito das cenas dedicadas aos personagens secundários, como os Lightwoods , Chalotte e Henry... A Cassandra tem essa característica que conheci em IM e gosto muito disso.

E quando afirmo sobre o talento da Cassandra, não estou exagerando, porque mesmo após tudo ter sido resolvido, quando você já não espera mais nada a não ser os agradecimentos e aquela última folha em branco, ela surpreende com um o epílogo nunca imaginado por mim e por muitos leitores. Uma cena passada a centena de anos a frente do final da história, onde já sentimos o clima de Instrumentos Mortais no ar e até mesmo da nova série que acabou de ser lançada pela autora aqui . Ela conseguiu encaixar direitinho os fatos que levam a série IM nesse livro, descobrimos vários detalhes interligados, laços e passados de personagens que tanto gostamos. E uma dica: não olhem a árvore genealógica antes de terminar o livro, ok?! Se forem curiosos como eu, já terão uma ideia do que acontece no livro, sobre quem vive, quem morre, quem casa, enfim perde a graça da surpresa...

Para finalizar, só reafirmo o quanto gostei da trilogia e recomendo não só ela como Instrumentos também. E nesse clima de despedida, fecho minha minha resenha com esse penamento de Will, o maravilhoso e incomparável Will...
"Ave atque vale, pensou Will. Saudações e adeus. Nunca tinha pensado muito nas palavras antes, nunca pensou em por que não eram apenas uma despedida, mas também uma saudação. Todo encontro levava a uma partida, e assim seria enquanto a vida fosse mortal. Em todo encontro, havia um pouco da tristeza da separação, mas, em toda separação, havia um pouco da alegria do encontro. Ele não se esqueceria da tristeza."

Peças Infernais

Anjo Mecânico
Príncipe Mecanico
Princesa Mecânica 


Bjos e até a próxima!














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