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Resenha: Príncipe Mecânico - Cassandra Clare

>> terça-feira, 21 de outubro de 2014


"Will parecia como se ela tivesse lhe dado um tapa."Eu não salvei sua vida para você ficar grata!"
"Então pelo que?" A voz dela se levantou."Você fez isso porque é seu mandato? Por que a lei diz-"
"Eu salvei porque eu te amo!" Ele meio que gritou, e então, como se registrando o olhar chocado no rosto dela, ele disse em uma voz mais suave.
"Eu te amo, Tessa, e eu tenho te amado, quase desde o momento em que te conheci."
Príncipe Mecânico (Galera Record, 364 páginas, R$ 40,00) é o segundo livro da trilogia Peças Infernais e no livro anterior - Anjo Mecânico - vimos a Tessa ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias quando saiu de Nova York para Londres, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada. E para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, e desvendar todo o mistério que ronda sua vida.

O que para mim diferencia essa trilogia da série Instrumentos mortais são dois sentimentos muitos presentes nos livros: a melancolia e o sofrimento. Há um clima obscuro, as histórias dos personagens são tristes, onde para equilibrar um pouco, a Cassandra insere cenas divertidas e diálogos descontraídos. Mas é notório que cada personagem tem a sua carga para sofrer, uns mais que os outros... E confesso que tudo isso pode aparentar ser uma série um pouco baixo astral, com carga emocional pesada, mas é apenas impressão. Porque confesso que se já gostei de Anjo mecânico, nesse livro atesto minha paixão pela trilogia.

Em Príncipe mecânico a Cassandra enveredou pelo lado mais emocional dos personagens e seus dramas, do que a aventura e enredo em si. Temos menos ação e conhecemos mais a fundo os personagens e é possível ter uma nova visão deles. Alguns que pareciam frágeis e fracos se mostram fortes; e outros que pareciam feitos de pedra, desmoronam diante de nossos olhos. 

 Em especial de Will Herondale! Sou totalmente teamWill, desde a primeira cena dele, para mim ele é o melhor personagem da trilogia e um dos melhores que já vi em minha vida literária e isso eu já confessei na resenha de Anjo Mecânico (quase faço uma resenha somente para ele). Mesmo com suas atitudes irresponsáveis, seu jeito grosseiro e sarcástico, sempre pensei que deveria ter uma justificativa para isso, que ele era mais do que aparentava ser. E se for possível, me apaixonei ainda mais por ele depois de saber os motivos que o levaram a afastar todos de si e agir do modo que age. É tão triste, tão injusto, tão doído... Tem uma certa cena passada na chuva (sempre o tempo é chuvoso em Peças infernais) que me torceu o coração... #hajacoração
"Você poderia realmente amar duas pessoas diferentes ao mesmo tempo? Você poderia dividir o seu coração pela metade?" - Tessa
Mas a Cassandra não achando esse sofrimento pouco surge com esse triângulo amoroso entre o Will, a Tessa e Jem. Ela constrói um triângulo que para mim é um dos mais difíceis e cruéis que já vi. Não posso falar muito o porque de achar isso, qual a diferença entre esse e os demais triângulos que existem por aí, mas posso dizer que se já era contra esse tema literário, agora ainda mais!! #abaixotrianguloamoroso #umamocinhaeummocinhoapenas

Em relação ao enredo e a história que se passa a trilogia, em Príncipe Mecânico Tessa Gray ainda está em busca de "o que" ela realmente é, e o porque de ser tão importante para o Magistrado.  Mas não temos de fato muita coisa a ser descoberta sobre esse arqui-inimigo, porque como já disse, a autora procurou explorar mais a história dos personagens: do Jem, da Tessa e principalmente do Will (suspiros bem altos). A Jessamine me desperta suspeita ao parecer estar escondendo algum segredo. Os Lightwood se fazem presente e passamos a compreender mais sobre o conflito entre eles e os caçadores do instituto de Londres. A Sophie, o Henry e Charlotte também seus momentos e histórias revelados nesse livro.

Todos os membros do Instituto comandado por Charlotte correm contra o tempo tentando descobrir o paradeiro do Magistrado. Mas a impressão que se tem é de que a todo momento os caçadores estão a um passo atrás dele, que parece estar participando de jogo, onde ele já sabe todas as jogadas, e apenas espera para dar a carta final.
Ah! E não poderia deixar de falar dele: Magnus Blane que dá uma leveza e graça a todas as cenas em que faz parte. Suas aparições são sempre dotadas de irreverência e sabedoria. Eu o adoro! 

Eu terminei mais um livro da Cassandra Clare de coração apertado. Porém nem levei um bom tempo para me recuperar, porque automaticamente comecei a ler Princesa Mecânica tamanha era minha angústia, tristeza e ansiedade devido aos acontecimentos ocorridos.

Mas uma vez afirmo que essa trilogia é simplesmente fantástica, e não somente ela como todo o mundo que a Cassandra criou. Claro que mais que recomendo para quem gosta de livros de fantasia, romance e uma boa aventura, mesmo para quem não tenha lido Instrumentos Mortais.
Breve volto com a resenha de Princesa Mecânica e o desfecho dessa trilogia maravilhosa.


Bjos e até a próxima!













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