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Enquanto eu te esquecia - Jennie Shortridge

>> segunda-feira, 5 de maio de 2014

Grady- ela suspirou- Sinto muito fazer tudo errado, escolher todas as coisas erradas, não me lembrar de como ser igual a ela. Estou tentando, mas... Não espero que você me ame do jeito que a amava, de verdade, não espero. Só... – Lucie fechou os olhos, contendo as próprias lágrimas.
Ao ver a capa desse livro, confesso que fiquei muito encantada, e ao ler o título e a frase de chamada " O que a memória apagou, o coração recorda..." pensei logo que se tratava da história de superação de um término de relacionamento, pois quem já não passou por isso e continuou lembrando mesmo quando não devia e o melhor era esquecer?! Mas na verdade, Enquanto eu te esquecia ( Editora Única, 384 páginas) nos traz a história de Lucie Walker, uma mulher de 39 anos que inicia o livro nas águas geladas da Baía de São Francisco e não se lembra de quem é ou como foi parar lá. A Lucie é resgatada pelos banhistas da praia e encaminhada para uma clínica psiquiátrica. Na clínica ela descobre que tem um noivo, quando ela mesma não recorda nem o que fez uma hora atrás. O livro é narrado em terceira pessoa, mas a cada capitulo, sob o ponto de vista de Lucie, de Grady (seu noivo) e de Helen ( tia de Lucy), com exceção do primeiro capítulo. 

No seu retorno para casa, a Lucie vai tomando conhecimento de sua personalidade antes do acidente, da pessoa controladora, fria e sem vida que era, da mulher que não cumprimentava os vizinhos,que não gostava de flores, que não contava sobre sua vida ao próprio noivo. Como acontece com alguns personagens que perdem a memória, em outros livros que já li com essa temática, a Lucie tem flashs e recordações de lembranças antigas, de coisas que não fazia mais, porém não recorda de fatos que há tão pouco tempo eram presentes em sua vida.

No outro lado da história também há Grady, que não sabe o que fazer para auxiliar a Lucie recuperar a sua memória, até porque ele é tão inseguro do amor dela por ele, que tem receio de que ao se lembrar do que ocorreu, a Lucie não queira mais ficar com ele. No decorrer do livro me senti muitas vezes frustada e angustiada, porque o Grady não conseguia ajudar a Lucie e eu pensava comigo mesma: Como eles poderiam estar de casamento marcado e ele não conseguir ter uma diálogo coerente com a Lucie, falar do que gostavam de fazer, como se conheceram, como eles eram juntos?! E ela também não parecia ter pressa, ter interesse em ter sua memória de volta.

As partes sob o ponto de vista da Tia Helen achei um detalhe desnecessário e que poderia ter sido gasto contando mais sobre o relacionamento de Grady e Lucie e suas vidas. Detalhes básicos não foram explicados, me deixaram curiosa e no escuro.  E quando os segredos da infância e da família de Lucie foram descobertos, se tornaram chocantes demais e até arrisco dizer um pouco fora de contexto dentro do universo que a história estava sendo construída. 

Confesso que o que mais gostei de verdade no livro e o que me fez continuar a leitura entretida, foi a forma como o Grady demonstrou amar a Lucie. De uma forma, pura, intensa, insegura e sensível. Alguns de seus pensamentos e atitudes me deixaram muito encantada.

- Que merda, Lucie, só quero fazer o que é certo, mas não sei como. Não sei o que você quer. Só quero estar com você, ajudar, e... Merda. – A voz ele ficou mais baixa, quase uma sussuro: - Eu te amo pra caramba, nem sei se deveria estar dizendo isso.

Confesso que Enquanto te esquecia não me deixou apaixonada e nem entrará na minha lista dos melhores do ano. E a todo momento durante a leitura, eu esperava ansiosamente que a memória de Lucie retornasse, temia que o livro terminasse antes que isso acontecesse. E claro que não irei dizer o que ocorreu, mas posso dizer que ao chegar ao final do livro, percebi que ele cumpriu seu papel. A Lucie estava aproveitando sua oportunidade de recomeçar. E é isso que esse livro nos faz, nos deixa com vontade de poder recomeçar o que não gostamos em nós, no nosso emprego, em nossa amizade, em nossos relacionamentos. Nos questiona se gostamos de ser quem somos e da maneira que vivemos.

Bjos e até a próxima.










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