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Proteja-me - Juliette Fay

>> segunda-feira, 21 de outubro de 2013



...A solidão tem um propósito. 
Abre espaço para alguma coisa. 
É feita para nos fazer ir atrás do mundo. 
Isso não é tão ruim.
Pág. 117

Quando perde o marido num acidente, Janie tem vontade de desistir de tudo, e só não o faz por causa de seus dois filhos, Dylan, de 4 anos, e a pequena Carly de apenas 6 meses. 

Para ajudar a atravessar esse momento de dor e sofrimento, ela conta com a ajuda da sua animada vizinha Shelly, sua querida e prestativa tia Jude, seu primo Cormac, e com as visitas semanais do padre Jake, que toda sexta feira aparece trazendo seu saquinho de chá, sua disposição para ouvi-la e sua amizade. Além disso, seguindo o conselho do padre, ela passa a escrever num caderno sobre seu dia, suas emoções e pequenas alegrias (que ela chama de pequenos milagres) que acontecem diariamente. Mas nada parece fazer efeito. A cada dia Janie sente mais saudades de Robby, se torna mais amarga, e tenta afastar aqueles que mais a amam.

No meio de tudo isso, um empreiteiro bate à sua porta informando que já pode começar o serviço. Mas que serviço? É quando Janie descobre que Robby, antes de morrer, encomendou uma varanda com tela para lhe fazer uma surpresa. 

A medida que a varanda vai sendo construída, Janie tenta reconstruir sua vida, trabalhando melhor suas relações, tentando conviver melhor com as pessoas e consigo mesma, tentando aceitar que a vida precisa continuar, mesmo sem a presença de Robby, e descobrindo que, apesar de tudo, ainda é possível amar e ser amada.

- ... porque você quer passar o Dia de Ação de Graças comigo?
Ele não respondeu por um instante, e ela tinha certeza que estava pensando em como dizer, mais do que porque queria.
- Eu estou grato a você - ele disse baixinho. - Eu quero estar grato com você.
Pág. 341

Proteja-me, de Juliette Fay (Novo Conceito, 464 páginas, R$ 34,90), é um livro tocante, não apenas por falar de amor, amizade e fé, mas, sobretudo, por se tratar também de perdas e superações. O tema não é tratado de forma pesada, e nos leva a pensar em nossas próprias reações diante das dificuldades. Alguns trechos, em minha opinião, se tornaram um tanto monótonos e de certa forma desnecessários, mas o final compensa muito e me trouxe muitas lágrimas.

- Você não tem de parar de sentir saudades. Você simplesmente tem de aceitar que as saudades não significam que você tenha de descartar a felicidade.
Pág. 407

CLÁUDIA VASCONCELOS


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