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Perfect You - Elizabeth Scott

>> quarta-feira, 23 de outubro de 2013




“Querida, vou lhe dizer algo importante,” disse ela.
“As coisas acabam. As pessoas se vão. E você sabe o que?
A vida continua. Além disso, se as coisas ruins não acontecerem,
como você seria capaz de sentir as coisas boas?"


Confesso que o livro foi uma ótima surpresa. Já li da autora, "Te amo Te odeio Sinto tua falta" e "Menina Morta-Viva", dois livros que tratam de assuntos densos: alcoolismo e drogas na adolescência em um, sequestro e pedofilia no outro. Quando me disseram que esse livro era "light" até me surpreendi, pois até então não era uma característica da Scott (dedução minha).

Perfec You não é tão light. O pai de Kate largou o ótimo emprego para seguir um sonho, uma visão, ou seria um delírio?! Largou o ótimo emprego para vender pílulas Perfect You.

Montou um balcão no shopping e pediu para Kate ajudá-lo, depois da escola. E é aí que começam os problemas. O dinheiro vai acabando. As contas aumentando. Nada do pai dela desistir do sonho. Chega um belo dia em que a mãe não aguenta mais, e pede ajuda à própria mãe (avó de Kate), que tem posses.

Mas sabe quando alguém lhe dá dinheiro e por isso quer tomar parte de sua vida? Assim é a avó de Kate, que não aceita o genro.

As coisas só complicam. Pais quase se divorciando, irmão saindo de casa, avó maluca e... Will. Seu melhor amigo, por quem ela secretamente é apaixonada.

Elizabeth Scott tem um dom. Ela consegue descrever as adversidades da vida com tanto realismo, que ao ler eu compreendia tudo que Kate sentia. Como se o teto fosse de vidro e estivesse trincado, qualquer coisinha bastaria para desmoronar sobre sua cabeça.

Perfect You, de Elizabeth Scott (Simon Pulse, 224 páginas, U$ 9,98) é um doce triste livro.


Alguns trechos:

Eu ri, eu não pude evitar. Will estava cheio de merda, e essa noite... Essa noite não poderia terminar rápido o suficiente. Eu tinha me arrumado e tinha esperado e estava tão cansada dele, cansada de sonhar e ser incapaz de evitar apesar do que tinha visto, talvez melhor do que ninguém aqui, que os sonhos que eu posso fazer.
***
Eu ainda estava brava com a mamãe pelo que ela disse, mas também vi que na verdade alguém tinha uma vida pior que a minha. Mamãe.
***
Ele sorriu para mim então, como se soubesse o que eu estava pensando, e eu não sei o que tinha nesse sorriso, mas quando o vi, a escola, meus pais, Anna, as vitaminas e todo o resto não importavam mais. Não podia sequer pensar em nada disso. E eu gostei dessa sensação. Gostei muito.

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