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Um gato de rua chamado Bob - James Bowen

>> segunda-feira, 30 de setembro de 2013



"Ver-me com meu gato suavizou-me aos olhos das pessoas. Ele me humanizou. Especialmente depois de eu ter sido tão desumanizado. De certa forma, ele estava devolvendo minha identidade. Eu tinha sido uma não pessoa; e estava me tornando uma pessoa novamente." 
Pág. 84


Este não é apenas um livro pra quem gosta de gatos ou qualquer outro tipo de animal. É para qualquer um que valoriza uma verdadeira amizade, não importando se esse amigo é humano ou não.

O livro relata a história de James Bowen, que vive em Londres e está em tratamento para se livrar do vício das drogas.  James ganha a vida como músico de rua, tocando sua guitarra perto de uma estação de metrô, ganhando o suficiente para o aluguel e para sua refeição no fim do dia. 

Sua vida começa a mudar quando ele encontra uma bolinha de pelos laranja encolhida no prédio onde mora. A princípio, James acha que o gatinho tem dono, mas dias depois fica claro que eles dois têm algo em comum: ambos são sozinhos e precisam um do outro.

Bob ganha casa, comida, um lugar quentinho para dormir e um grande amigo. James, por sua vez, ganha mais que um grande amigo: ganha uma razão para mudar de vez a sua vida!

O charmoso gatinho começa a acompanhá-lo diariamente, e enquanto James tocava, Bob chamava atenção das pessoas com sua graça e simpatia. Apesar de todas as dificuldades, James cuidou de Bob como poucos, dando boa alimentação, levando ao veterinário, oferecendo amizade e amor incondicional. E foi o amor que sentia por Bob que o fez querer ter uma vida melhor.

Não estava orgulhoso do fato de ser um viciado em recuperação, e certamente não estava orgulhoso do fato de que tinha que visitar uma clínica uma vez a cada 15 dias e receber medicamentos de uma farmácia todos os dias. Por isso, criei a regra de que, a menos que fosse absolutamente necessário, não o levaria comigo nessas visitas. Sei que pode parecer loucura, mas não queria que ele visse esse lado de meu passado. Isso foi outra coisa com que ele me ajudou; realmente via tudo aquilo como meu passado. Via meu futuro como um sujeito limpo, vivendo uma vida normal. Só precisava completar a longa viagem que levava a esse ponto.
Pág. 101

Anna seduzindo Bob.
A relação dos dois me emocionou muito, pois, como amante de animais e tendo um cão e uma gata que enchem minha vida de amor, pude compreender bem o que James sentia por ter Bob em sua vida.

Um gato de rua chamado Bob (Novo Conceito, 240 páginas, R$ 24,90) nos faz refletir sobre nossa própria vida e perceber o que é realmente importante, o que nos faz querer seguir em frente e nos estimula a sermos pessoas melhores. Podem ser nossos pais, nossos amigos, ou um simples gatinho de rua.

E foi a partir do nobre gesto de salvar a vida de Bob, que James também se salvou.

 - Então, legalmente falando, significa que eu estou registrado como dono dele? - perguntei à garota
Ela apenas levantou os olhos da papelada e sorriu.
- Sim. Tudo bem? – indagou.
- Sim, tudo ótimo - respondi, ligeiramente surpreso - Realmente ótimo.
Bob estava começando a se restabelecer naquele momento. Eu o acariciei na testa. Ele ainda estava sentindo a injeção, obviamente, por isso não passei a mão perto de seu pescoço, pois ele poderia arranhar meu braço.
- Você ouviu isso, Bob? - disse a ele. - Parece que somos, oficialmente, uma família.
Pág. 100

CLÁUDIA VASCONCELOS
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