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Os noventa dias de Geneviève - Lucinda Carrington

>> quarta-feira, 17 de julho de 2013



Geneviève se aproximou e se deteve diante de Sinclair, 
sentindo-se como uma escrava em um mercado.
- Largue esse maldito vestido e dê a volta. Lentamente.
Pág. 129


Geneviève Loften é uma executiva ambiciosa e fará TUDO para que a agência para qual trabalha ganhe o contrato para fornecer publicidade para as empresas do poderoso James Sinclair. E tudo é tudo. Sinclair não se faz de rogado, ele sabe que Geneviève quer a conta e está disposto a testá-la e propõe o acordo: ela seria sua por 90 dias e teria que concordar com todas as suas vontades e por qualquer motivo de desistência, dela, o contrato seria cancelado.

Geneviève topa e o jogo começa. Sinclair não é apenas um dominador, ele gosta de sexo e gosta do sexo com produção, montar o cenário, incrementar com roupas e acessórios. E vale orgia, ménage e tudo mais que ele quiser. E ela precisa aceitar, para garantir o contrato.

A sorte dele é que G. (vou chama-la assim a partir daqui) não é tímida e é obediente. Ela aceita se vestir como uma puta, ser chamada como tal e se oferecer para um estranho na rua, aceita ser tocada por três homens desconhecidos. Aceita fazer strip-tease num clube, aceita... várias outras coisas. Tudo em nome do bendito contrato.

Os noventa dias de Geneviève (Planeta, 288 páginas, R$ 29,90) é recheado de sexo e sacanagens, os personagens não são nada tímidos e aproveitam o prazer ao máximo; aqui vale a máxima “se está na chuva, é para se molhar”. Mais de 90% da história são de passagens sexuais e isso meio que me incomodou, queria conteúdo, queria amor, queria... queria menos sexo. 

Estava quase desistindo, mas algo me prendia e ficava curiosa para saber qual a cartada final dele, aquela cartada que a faria desistir no último dia do acordo. Mas aí a autora, genialmente, fez algo fofo! Finalmente!!! E as dez últimas páginas meio que compensaram tanto sexo, rs. Tudo tinha um objetivo. Claro, qualquer outro homem faria diferente para provar seu ponto de vista, mas vale lembrar que Sinclair é aquele tipo de homem que frequenta clubes de orgias e para ele, expor a mulher, não é nada demais, desde que ela queira estar ali por/com/para ele.

Lembrando que nesse livro não rola dor (na verdade, rola uma dorzinha, mas ela gosta), escarificação, zoofilia... apenas muita putaria sacanagem. E os dois querem isso; mesmo G. fazendo pelo trabalho, se ela não gostasse ou não sentisse muito prazer, duvido que continuasse a aceitar os atos impostos por Sinclair. E ele a trata muitíssimo bem. Ele respeita sua vontade, quer que ela sinta prazer e a testa para que ela amplie seus limites, se entregue sem reservas, sem preconceitos. 

Apesar de tantas cenas de sexo, o linguajar não é chulo, pelo contrário é até elegante se considerar o tipo. Esse livro foi originalmente publicado em 1996 e depois desse, Lucinda Carrington publicou outros três livros, no lendário selo inglês, de cunho erótico, Black Lace.


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