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A Infiltrada - Natália Marques

>> segunda-feira, 1 de outubro de 2012

 
 
 
“Sabe novato...” Disse, assumindo um tom de voz seco e levemente malicioso.
“Como bom militar, sei de métodos bem... Persuasivos para fazer alguém falar.”
Pág. 356


Clarie Evans é membro da máfia italiana Padova. Sua missão é se infiltrar no treinamento militar da Agência de Segurança Nacional Norte-americana (NSA), onde - ao fim do prazo de um ano - ela terá que permitir que o maior carregamento de drogas da história chegue aos EUA. Além de matar o general Alan Backer, que tem contas a acertar com a máfia.

Sua vítima não é nada fácil, afinal não é a toa que é ele quem manda no lugar. Todos parecem ter medo do rude general, todos, menos ela. Mas isso não é o que incomoda Clarie, algo lhe diz que ele sabe quem ela é e, mesmo assim, ela decide entrar no jogo  e se arriscar no meios de brigas, insultos e provocações.

Clarie só não imaginava que poderia acabar cometendo o pior de todos os erros, se apaixonar. E ao que tudo indica o sentimento é recíproco.

Então, quando os lábios deles, unidos pela respiração arfante iam se tocar e se  completar, um lampejo de ideias e imagens inundou a mente de ambos.
O que ela estava fazendo? Era membro da máfia italiana e ele o homem que teria que matar!
O que ele estava fazendo? Era generalíssimo e não poderia se envolver com aquele raio de mulher!
Pág. 199

Surpreendente, seria a palavra para descrever A Infiltrada, de Natália Marques (Editora Lio, 478 páginas, R$ 36,90). Confesso que não estava com muitas expectativas sobre ele, mas ao começar a ler simplesmente me surpreendi e acabei me rendendo. Não conseguia largar e ansiava saber cada vez sobre como  esta história terminaria. Tanto Alan quanto Clarie são personagens fortes e turrões, não levam desaforo para casa. Vê-los se enfrentarem e todo aquele clima tenso nos faz querer ler cada vez mais, sem falar das provocações (essas são as melhores). Não há como não ficar na torcida para que esses dois se acertem e se peguem logo (e que ninguém atrapalhe! rs).
 
Ele ignorou-a e Clarie ficou encarando-o com uma expressão vazia. As mão que seguravam a toalha foram se firmando ao seu redor, á medida que a raiva e frustração cresciam dentro dela. Se não bastasse a paranoia que tinha com idade, o general ainda tinha que fazer sua auto- estima para o esgoto?
Você está vendo algum homem aqui, general? Questionou com a voz seca, ainda perfurando-o com o olhar.
Ele desviou um rápido olhar para ela, somente para responder: “Sim”
Ela bufou e respirou fundo, livrando a toalha do aperto de suas mãos. Esta foi escorrendo lentamente por todo seu copo, deixando-a como veio ao mundo. Claire Evans deu um sorrisinho, malicioso e então murmurou: “E agora?”.
Pág. 112

A leitura flui de forma rápida, um único ponto que me incomodou no livro, tirando alguns errinhos encontrados  (nada que uma boa revisão não resolvesse), foi a expressão criada pelo amigo da Clarie, Luke. Eu não aguentava mais ler “Filha de uma pai” (o personagem de certo modo consegue ser realmente irritante algumas  vezes - ou sempre - com essa expressão. Se ele estivesse do meu lado...). A história  me cativou  e  quero muito ler a continuação.


JULIANA BITTENCOURT
 
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