A Mão do Diabo - Dean Vincent Carter



Dei um passo para trás, chocado. 
Se o tamanho daquela coisa já não era aterrorizante, 
o modo como sugou o sangue da vítima com certeza era. 
O corpo dela foi crescendo até ficar com o dobro do tamanho original.
pg. 157

Há muitos anos paira uma lenda sobre um amor desgastado. Ngoc Tam era completamente apaixonado pela esposa Nhan Diep. Quando ela morreu, inconformado, colocou o corpo em seu barco e rumou ao desconhecido, na esperança de que alguém o ajudasse.

Certo dia encontrou um gênio, que conhecia suas virtudes e o tamanho de seu amor. Se era Nhan Diep que ele queria viva, viva ela ficaria. Com três gotas de sangue derramadas sobre ela, ela reanimou.

Mas certo dia fugiu num navio mercante com um homem que lhe prometera tudo. Tam revoltado, sem querer, derrama as mesmas três gotas de sangue nela, e a transformação acontece: Diep começou a virar um terrível inseto chupador de sangue. O maior inseto já visto, to tamanho da mão de uma criança. Nhan Diep virou a Mão do Diabo.

Dias atuais.

Ashley Reeves, jornalista, recebe uma misteriosa carta de um cientista, que alega ter um mosquito único, da família do aedes aegypti. Um mosquito gigantes, que alguém vivo jamais vira. Prevendo um furo jornalístico Reeves vai até a remota ilha onde vive o cientista.

Mas nada é realmente o que parece. A verdade é macabra e terrivelmente assustadora. Para Reeves conseguir seu furo de reportagem, ele precisaria, antes de qualquer coisa, conseguir sobreviver na ilha do terror.

- Muito tempo atrás, ocorreu-me que o que mais nos assusta não é a morte, as doenças ou guerra nuclear. O mais aterrorizante não é o mundo exterior, mas o interior. – Ele deixou o pensamento no ar. – Somos o que vemos no espelho. Mas somos também o que não vemos. Os órgãos, a carne, o... sangue. Só que ignoramos isso, porque é horrível. Somos horríveis. Entende? Se nos virarmos do avesso, a visão é horrenda. Sempre fui fascinado pro isso. E é por isso que faço o que faço, se quer saber. Quero entender por que somos tão verdadeiramente abomináveis uma vez retirada a pele.
pg. 175

A Mão do Diabo, de Dean Vincent Carter (Bertrand Brasil, 252 páginas, R$ xx,xx) é de arrepiar. Mather, o cientista, é um psicopata completamente insano. Em nome da ciência, ele faz atrocidades inimagináveis. E o pobre Reeves cai, em sua armadilha, direitinho.

Este não é um gênero estou acostumada a ler. Terminei a história há três dias e só hoje consegui resenhar. A história me deixou assustada. No fim, quando o horror aumentou, eu parei de ler à noite, com medo de sonhar com a mão do diabo - conhecida também como Dama e Vermelho de Ganges - e o cientista psicopata, rs. A história é ótima e à todo momentos nos perguntamos: Reeves irá ou não sobreviver ?

A Mão do Diabo daria um ótimo filme, ao melhor estilo ‘Jogos Mortais’.

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12 comentários

  1. Eu gosto de uma história de terror e crua... mas "Jogos Mortais" eu não assisto nem q minha vida dependesse disso! Se esse livro é feito Jogos Mortais, tb acho q teria medo de ler...
    Mas livro é livro, filme é filme... E livro eu encaro! Acho q esse vou ler algum dia...

    bjuss

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  2. Adoro esse gênero! Tem tanto tempo que não lei um livro assim, pelo que percebi deve ser uma mistura de terror com serial killer e muito mistério.
    Parece interessante =p

    Beijos!

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  3. Naum posso ler livros q me dão medo...

    http://www.conversandocomdragoes.blogspot.com/

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  4. Jogos mortais?!
    Tô fora kkkkkkkkkkkkkkkk

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  5. Oi Natália!
    Gostei da sua resenha, estou com bastante vontade de ler esse livro. Mas... mosquitos gigantes?!! MEDO!!!
    Beijos

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  6. Nossa, sua resenha me arrepiou de medo!
    Beijos!

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  7. Natália, vagando por esse mundo virtual acabei encontrando seu blog e achei super interessante.

    A leitura é um excelente vvício, através dela viajamos no tempo e noespaço.

    Bom final de semana pra vc.

    Bjs

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  8. Nossa, pesado ein!!?
    Mas parece ser um boa leitura. Assustadora. Acho que darei uma pausa nos amores e darei uma lida nos terrores.

    Xero.

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  9. Naty, eu quero muito ler esse livro!!Com a sua resenha agora quero mais ainda!!

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  10. Já havia gostado do livro, a comparação com jogos mortais só aguçou essa vontade.

    Sempre Lendo

    Abraços

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  11. Naty, eu achei que sentir medo de um mosquito não é tãããão aterrorizante assim.... o tempo todo eu quis dar um tapão naquela muriçoca hipervitaminada! kkkkkkk!
    Bj

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  12. Oi Naty!
    A ideia de um inseto como vilão não me anima. rsrs
    Esse livro não é para mim.
    Bjs

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