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Elite da tropa 2 - Andre Batista, Rodrigo Pimentel, Luiz Eduardo Soares, Cláudio Ferraz

>> segunda-feira, 8 de novembro de 2010





Quando cumprir o dever é um ato de heroísmo, é preciso deixar diferenças de lado e promover a unidade em torno do que estão na trincheira e nos dão o exemplo.


Narrado por um inspetor da DRACO (Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado), Elite da tropa 2, cita casos verídicos de violência no Rio de Janeiro – um forte problema da segurança pública do estado.

O principal problema agora são as milícias, grupos de criminosos formados por policiais e apoiados por políticos. O inimigo agora é poderoso!

Poderoso, sobretudo, devido aos baixos salários dos policiais. Eles arriscam a vida em troco de quase nada. Iludidos, ou até mesmo por falta de caráter, se envolvem com esquemas entre traficantes e políticos, com vista em receber uma ‘boa’ remuneração em troca.

E assim começa a corrupção...

Não li o volume 1, Elite da Tropa, fato que não atrapalhou o entendimento desse volume. Fiquei um pouco chocada ao ler: alguns relatos são crus, sem tempero. Somos jogados, de cara, no mundo vil do crime organizado do Rio de Janeiro. E saímos enojados!

 Recobrando a consciência, mas não a lucidez, Eduardo balbuciou qualquer coisa sobre ir à delegacia denunciar a guangue do irmão. Ednardo, refeito do nacaute, lançou-se sobre o casal e convocou os comparsas a uma solução definitiva.
- Então tu vai ver, seu merda. Quero ver tu denunciar alguém debaixo da terra com um tiro nos cornos.
p. 139

As milícias são uma verdade. E aumentam a cada dia que passa. É triste ver e reconhecer que, infelizmente, cidadãos se calam com medo de repressão. E os culpados continuam impunes. Mas, também, é digno de admiração aqueles que querem fazer desse um mundo melhor, que vão trabalhar em carros blindados, cercado por seguranças, com coletes à prova de balas, para que a justiça seja executada.

Elite da tropa 2, de Andre Batista, Rodrigo Pimentel, Luiz Eduardo Soares e Cláudio Ferraz (Nova Fronteira, 304 páginas, R$ 39,90), é um livro chocante e, ao mesmo tempo, revelador. Ao fim do livro, lembrei de uma frase que Bya sempre me diz no trabalho: quanto mais eu conheço dos homens, mais eu gosto dos meus cachorros.

Ainda não vi o filme, Tropa de Elite 2, mas o blog baiano Olhar Leigo, fez uma crítica muito boa sobre ele. Para ler, clique AQUI.

Uma curiosidade sobre o livro: vários capítulos são tweets.

E escrevo. Atravesso as noites no twitter e anoto as memórias em um arquivo intitulado "aventuras DRACOnianas no combate à máfia", ou ADCOM, para os íntimos. Gostei do título porque me fez descobrir que DRACO, essa palavra horrorosa, funciona melhor se for lida não como sigla, mas como abreviação de um adjetivo que qualifica muito bem o espírito do nosso trabalho, ou talvez o espírito do nosso tempo.
Não gosto de parecer ressentido, melancólico e amargo. Nem por isso deixo de protestar contra o salário, em 14 toques, ao menos uma vez por semana.
p. 169
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