As queridinhas do meu marido - Bridget Asher



O problema de Artie era amar demais. Ele amava todo dia, a toda hora, uma sucessão de paixões. Artie amava incondicionalmente as mulheres, não havia um padrão lógico, apenas o óbvio: "é mulher? Então posso vir a me apaixonar". Loira, morena, ruiva, gorda, magra, alta, baixa, velha, jovem, não importava... Artie é submisso a elas, um olhar e pronto: apaixonado!Mas Artie também tem outro problema: é casado!

Depois de descobrir a terceira amante de Artie, Lucy dá um basta. Não aguenta mais sofrer, não aguenta tanta humilhação e finalmente vai embora de casa. Em busca de conforto ela se joga de cabeça na empresa de auditoria da qual é sócia e viaja, viaja muito. É necessário esquecer Artie.

Seis meses se passam e Lucy recebe uma ligação de sua mãe: Artie está morrendo e ela precisa retornar para casa. Afinal, ela ainda é a esposa. Lucy não está preparada para rever Artie, não Artie que lhe escrevia cartões enumerando as razões para amá-la, não o Artie que lhe enviava flores todos os dias, não seu Artie, safado, mentiroso e adúltero! Não, ela realmente não estava preparada.

Mas infelizmente o médico disse que ele iria morrer, era questão de tempos. Lucy precisava voltar, cuidar dele, preparar o funeral, testamento... Até que ela pensa: ah, que se dane, se enquanto ele tinha saúde eu tinha que dividir ele com as outras, na doença elas terão que suportar ele também!

Assim começa a sucessão de ligações para as "queridinhas" dele. Uma a uma passou a visitá-lo, num esquema fortemente montado. Tinha a que ainda o amava, a que o odiava, a que devia a ele a vida, tinha uma família com a qual ele teve caso tanto com a mãe quanto com a filha... e tinha uma com a qual ele teve um filho...

Através das queridinhas, Lucy teve a chance de conhecer vários Artie, várias facetas da vida dele que ela não sabia existir. E com algumas, queridinhas, bem com essas ela pode dizer que formou uma família. As queridinhas do meu marido, Bridget Asher (Amarilys, 270 pág.) é um livro encantador que nos mostra que a traição pode acontecer em qualquer relacionamento, podem ser por vários e diferentes motivos, e pode ser, também, que simplesmente não tenha um motivo lógico, apenas podemos amar demais e diferentes pessoas. Nem tudo na vida é feito em linha reta, tem as lombadas, com as quais todos nós estamos sujeitos, afinal ninguém é perfeito. E esta é a graça da vida, pois "somos feitos das histórias que contamos... e das que não contamos", também. Recomendo.

Resumo:

Irreverente, perspicaz e emocionante, As queridinhas do meu marido conta a história de Lucy, seu marido Artie e as "queridinhas” dele. Às voltas com a morte iminente do marido enfermo, Lucy, uma mulher que vê o mundo com olhos animados e nem um pouco sentimentais, consegue encontrar uma forma de apaziguar seu coração partido e o de todos aqueles ao seu redor, chegando até a construir — ainda que de modo um tanto relutante — uma espécie de família com essas outras mulheres. Se elas estavam junto dele na saúde, porque não estar na doença? Bridget Asher se utiliza de inteligência, certa dose de ironia e uma compreensão compassiva do que é ser humano para fazer deste romance uma leitura mais do que prazerosa.


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8 comentários

  1. Hummm
    Pensarei se lerei ou não...

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  2. Coisa doida, a mulher é muito corajosa, para aceitar essa salada toda.
    Bjos

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  3. Oi, Nat!

    corajosa essa mulher, heim! Mas será que ela não sofreu mais ainda com essa história...

    bjs

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  4. ual, que livro chocante!
    Tá super anotado.
    Beijoss

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  5. Naty,

    Eu vou ler com certeza. Se o meu marido inventar uma "queridinha" eu já vou saber como funciona. Socorro !
    Beijos
    Luka.

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  6. Legal a sinopse desse livro.
    Parece ser interessante!

    Beijos

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  7. Naty,


    Fiquei bastante surpresa com sua resenha.

    Engraçado como um livro bem escrito mesmo que vá contra os nosso padrões consegue nos conquistar.

    Adorei sua resenha...

    Bjos,

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  8. O livro parece ser bem diferente! E a Lucy é muito corajosa em reunir as outras mulheres! Mais uma vez, tua resenha está ótima, Naty.
    Bjos.

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